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  • Sorte Grande (30 Contos por 10$00)-1000

     Sorte Grande (30 Contos por 10$00) «€15.00»
    Sorte Grande (30 Contos por 10$00) «€15.00»

    Armando Ferreira – Sorte Grande (30 Contos por 10$00)  Livraria Editora Guimarães & C.ª – Lisboa – 1942 .Desc. 216 pág / 19 cm x 12,5 cm / Br. «1 Edição»

     

     

     

    Armando Ferreira  Escritor  1893-1968 Armando da Silva Ferreira, escritor, jornalista, engenheiro e professor do  ensino técnico nasceu em Lisboa a 25 de Fevereiro de 1893. Frequentou o  Instituto Superior Técnico, onde obteve o diploma de engenheiro, em 1918.  Foi assistente neste Instituto e nesse mesmo ano, foi nomeado engenheiro do  Ministério da Agricultura.  No ano seguinte foi convidado a ocupar o cargo de secretário da «Anglo  Portuguese Telephone (vulgarmente conhecida por Companhia dos Telefones)  onde esteve durante longos anos. Foi também professor do Instituto Industrial  de Lisboa e director da revista técnica Indústria e Ciência.  Mas o exercício destes cargos não perturbou o gosto que manifestou, desde  muito cedo, pela literatura e pelo jornalismo.  No ano da sua licenciatura entrou como redactor para o jornal A Capital, onde  esteve durante sete anos, até 1925, tendo chegado a chefe de redacção.  Colaborou no folhetim das terças-feiras do Comércio do Porto e manteve  outras colaborações assíduas em diversas publicações, tais como ABC, Século  Ilustrado, Risota, Civilização, Dominó, Gazeta dos Caminhos-de-ferro,  Ilustração Portuguesa, Jornal da Europa, Zé (1914-1915), entre outros.  Considerado um digno continuador do estilo de Gervásio Lobato 1 e André  Brun 2, que chegou a ser seu colega de redacção, a sua numerosa obra literário estendeu-se aos mais diversos géneros literários, tendo alcançado fama de  humorista dos mais populares. Escreveu artigos, crónicas, folhetins, contos e  versos entre os quais se contam: Pirilampos (versos), 1911; Rosário (versos), 1912; Era uma vez (contos), 1915;  À la minute… (contos), 1916; Guida (romance), 1916; Contos do Vigário, 1917;  Do amor à loucura (novela), 1917; A menina dos olhos castanhos (novela),  1917; Os humildes (contos), 1917; Da vida que passa (contos), 1918; Contos  maduros, 1918; Crónicas de Viagem, 1922; O meu crime (folhetins de A  Capital), 1923; Tito e Tátá, no país da fantasia (literatura infantil), 1928;  Branco e Negro (contos), 1929; Contos escuros, 1931; Nau Catrineta (literatura infantil), 1931; Contos alegres, 1932; A Casa do Diabo (policial),  1933.  Dentro do género humorístico, onde obteve grandes triunfos, Armando  Ferreira foi autor de várias obras: Amor de Perdigão, 1938; A Família Piranga,  1939; As Aventuras de D. Martinho de Aguilar em Lisboa, 1939; A Barata  Loira, 1941; Glória, 1941; Um livro de Graça, 1942; Sorte Grande, 1942, Os  meus fantoches (contos), 1943, Coisas da Maria Rita, 1944, Remédio das  Caldas (romance humorístico), 1944, prefácio à organização da Antologia de  Humoristas Portugueses, Falecidos até 1945; Caixinha de Rapé (Filosofia dos  que riem, 1946; Fortuna (Romance Alegre de Costumes Populares), 1947;  Antologia de Humoristas Franceses, Italianos, Húngaros e Portugueses  Contemporâneos, 1948.  Como autor, Armando Ferreira legou-nos uma obra em que revisita sobretudo  temas camilianos. Até nos títulos escolhidos se encontra a influência de  Camilo. Nomeadamente, as Aventuras de D. Martinho de Aguilar em Lisboa um (quase) trocadilho das «Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado» e o  Amor de Perdigão.  Escreveu Lisboa sem camisa, uma popularíssima e sensacional série publicada  a partir dos anos 30 onde fazia um retrato caricaturado de figuras e costumes  lisboetas. Pegando na história do personagem Moisés Antunes, cujo  nascimento e baptizado tinham sido descritos na obra “Lisboa em Camisa”, de  Gervásio Lobato, Armando Ferreira desenvolveu a sua vida na trilogia Lisboa  sem camisa composta por O Casamento de Fifi Antunes, 1935; O baile dos  Bastinhos, 1936 e o Galã de Alcântara, 1937. 3 Beco do Alegrete, ou Crónicas Alegres Lisboetas publicado em 1957 reúne  algumas crónicas escritas no Diário Popular. No prefácio, ou como o autor lhe  chama Conferência de Imprensa, refere que “este livro editado por Guimarães  Editores, com 208 páginas, capa em boa cartolina, desenho do artista Stuart  Carvalhais, e que se venderá por uma ninharia, coloca-se na obra do autor  como novidade entre os géneros literários que… aflorou.  Não é, como anteriormente, romance alegre ou ramalhete de contos  humorísticos, nem livros de máximas piadéticas, mas repositório de crónicas  citadinas, que entronca o caso de hoje no interesse de sempre, enlaça o  efémero de um acontecimento real na perenidade dos tipos imaginados, de  forma que qualquer semelhança entre as figuras do texto e pessoas  conhecidas… foi de propósito que se procurou sugerir ou insinuar. O autor que  se encontrava roendo a sua reforma literária foi solicitado, devido à falta no  mercado de comentadores alegres entre as aves de pena, a regressar às lides  do jornalismo, e este livro, como diria um critico de há cem anos, é o  «escrínio onde o Futuro encontrará conservados os frutos de uma observação  irónica e… semanal à vida do nosso tempo, e que, doutra forma, o vento do  esquecimento levaria para sempre.»  Armando Ferreira explica ainda a razão do livro se chamar Beco do Alegrete:  “Titulo subjectivo e simbólico. O autor nasceu lá mesmo, entre os refolhos  apertados do olhinho da alface, e, como alfacinha da gema, ama esses tipos,  lugares, costumes entre os quais poetizou e viveu a sua vida. O Beco pode ser  mal iluminado e exalar cheiros ; gosta dele como se gosta de queijo  gruyère, embora também cheio de buracos. Fica situado… no extremo do  bairro; é recolhido, pitoresco, e, nos últimos tempos, tem sido muito visitado  por curiosos estrangeiros para tirarem fotografias às inovações típicas que à  pressa se põem em prática para lhe quebrar o encanto do seu isolamento, da  sua sinceridade e poesia.”  Algumas das suas obras têm como cenário a cidade de Lisboa, que Armando  Ferreira descreve com bastante humor e graça. Nas Aventuras de D. Martinho  de Aguilar, da Livraria Editora Guimarães, por exemplo, faz referencia às  diversas colinas da cidade: “À esquerda, avançado sobre o horizonte, o 4 maciço onde o Castelo de S. Jorge assentava suas largas bases. As casas  pobres marinhavam pelas encostas, mal deixando lugar às árvores, como  musgo nas pedras históricas. Ao longe, o rio, e velas pandas andavam lentas  parecendo paradas. Mas a atracção maior era o mar de telhados, em  ondulação caprichosa pela natureza do terreno, labirinto de vidas ricas e vidas , iguais na amálgama que faz o povoado. Um ou outro bloco isolado,  enorme quartel, hospital ou fábrica, e no limite do horizonte a silhueta  recortada de uma basílica em curvas equilibradas a contrastar com as linhas  rectas das empenas, dos telhados e dos terraços. D. Martinho dizia: As sete  colinas afinal devem ser dezoito ou mais… Mas é o que dá graça a este  panorama.”  Numa carta que D. Mariquinhas escreve a seu pai Mateus Vicente a contar os  seus passeios com o se padrinho, D. Martinho, em Lisboa, descreve esta  cidade, as pessoas e os seus costumes e compara-as com a sua aldeia: “Há  também grandes lagos com repuxos, na praça grande, o Rossio cá da terra,  mas também por causa das economias, nunca deitam água. (…) Há jardins  bonitos onde brincam os meninos, alguns em carrinhos; o padrinho descobriu  que eram todos estrangeiros, porque os nascidos cá, são criados com todos os  cuidados, em casa, para não se constiparem. (…) No entanto, o maior e o mais  bonito, é o Campo Grande; como é muito grande não vai para lá ninguém,  com medo de se perderem. Preferem todos acotovelar-se nas ruas estreitas e  sem árvores cá do centro da cidade”  campo do Teatro, escreveu várias peças de teatro, Nuvem que passa, em  1914, Avalanche, no teatro da Trindade, em 1922 e As três pancadas, em  colaboração com Abreu e Sousa, em 1933. Fez parte do júri de peças de  teatro do S. N. I. (Secretariado Nacional de Informação) e de peças para a  Emissora Nacional. Foi ainda crítico teatral em várias publicações como A Capital, o Notícias Ilustrado, o Jornal do Comércio e o Diário Popular. Em  1958, passou a ser administrador da Companhia Amélia Rey Colaço – Robles  Monteiro. 5 “Espírito culto, vivo, saltitante, sempre com sorriso nos lábio, um lampejo no  olhar, um trocadilho na ponta da língua, um livro em perspectiva” 3 Armando  Ferreira faleceu a 3 de Dezembro de 1968. Deixou uma obra ímpar, tendo  alcançado as mais altas tiragens do mercado livreiro português.  Até ao fim da sua vida conservou a frescura, a vivacidade, o interesse, o gosto  pela boémia. Como costumava dizer “Na vida o mais difícil de fazer, é não  fazer nada”. Por isso trabalhou sempre, até ao fim.


  • Estudos de Literatura / Características da Literatura Portuguesa

    Estudos de Literatura
    Estudos de Literatura «€30.00»
    Características da Literatura Portuguesa
    Características da Literatura Portuguesa

    Fidelino de Figueiredo – Estudos de Literatura – Portugalia – Lisboa  – 1924. Desc .245  /Características da Literatura Portuguesa – Livraria Clássica Editora – Lisboa – 1923. Desc. 58 paginas de 20cm x 14cm Encadernado em Tela «”2 Livros Encadernados num livro”


  • História da Literatura Clássica-2

    História da Literatura Clássica
    História da Literatura Clássica «€60.00»

    Fidelino de Figueiredo – História da Literatura Clássica «1 Época 1502 – 1580»«2 Época 1580 -1756»«3 Época 1756 – 1825» 3 Volumes – Editora Anchieta  S. A. – São Paulo/ Brasil – 1946 . Desc . 331+ 377 + 312 paginas de 20,5cm x 14cm com Capas e Encadernação em Pele «3 Edição Revista»

     

    Fidelino de Figueiredo notabilizou-se como professor, historiador e crítico literário, tal como na faceta de ensaísta e de intelectual cosmopolita (Lisboa, 20.VII.1889 – 20.III.1967). Licenciou-se em Ciências Histórico-Geográficas na Faculdade de Letras, em 1910, iniciando a sua vida profissional por se dedicar ao ensino e à vida política nos conturbados tempos que se seguiram à implantação da República. Exerceu vários cargos públicos: funções no Ministério da Educação, director da Biblioteca Nacional e deputado. Fundou e dirigiu a Sociedade Portuguesa de Estudos Históricos e a Revista de História (1912-1928). Exilando-se em Madrid em finais da década de 20, por razões políticas, é contratado como professor de Literatura pela Universidade Central. Já na década de 30, depois de regressado a Portugal, celebrizou-se nas actividades de conferencista e professor convidado de Literatura em várias universidades europeias e americanas. Contratado pela recém-criada Universidade de S. Paulo (1938-1951), funda aí e, lodo de seguida, também na Faculdade Nacional de Filosofia do Rio de Janeiro, os Estudos de Literatura Portuguesa, de cujo magistério nasce um dinâmico grupo de discípulos, de entre os quais se contam prestigiados docentes e investigadores (António Soares Amora, Cleonice Berardinelli, Segismundo Spina, Carlos de Assis Pereira, Massaud Moisés, etc.). Além dos vários cursos de graduação e pós-gradução, dirigiu e colaborou activamente na revista de Letras (1938-1954), publicação da referida Univ. de São Paulo. Atingido por incurável e progressiva doença, deixou as funções docentes em S. Paulo, regressando definitivamente a Portugal, à sua casa de Alvalade. Na área dos Estudos Literários, deixou uma vasta, fecunda e influente obra, nos campos da Crítica Literária e do Ensaio, da História e da Literatura Comparada, bem como da Teoria Literária. O seu grande contributo reside no propósito de contribuir para a profunda modernização teórico-metodológica das disciplinas que integram esta área de conhecimento. Neste domínio, criticou frontalmente os pressupostos teorético e os resultados da historiografia de Teófilo Braga, de matriz romântico-positivista. Neste esforço renovador, entre as suas grandes matrizes teóricas, destacam-se três: 1ª) a crítica “científica” francesa de finais do séc. XIX e inícios do séc. XX; 2ª) o influente pensamento hispanista de Miguel de Una muno M. Menéndez y Pelayo); 3ª) a filosofia estética do italiano Benedetto Croce. Foi ainda pioneiro na nova área da Literatura Comparada em Portugal, quer no domínio da sua conceptualização teórica, quer na elaboração de sugestivos estudos de crítica comparativista. Ao mesmo tempo, patenteando um agudo sentido cívico e manifestas preocupações existenciais, dedicou-se a uma contínua reflexão ensaísmo, de natureza cultural e filosófica, mais acentuada no final da sua vida.


  • O Monge de Cistér «Ou a Epocha de D.João I» Tomo I e II

    O Monge de Cistér «Ou a Epocha de D.João I»
    O Monge de Cistér «Ou a Epocha de D.João I» «€70.00»

    Alexandre Herculano – O Monge de Cistér «Ou a Epocha de D.João I» Tomo I e II  Livraria Bertrand  e Livraria Francisco Alves – Portugal/Brasil -Desc 310 + 386 paginas de 18cm x 12cm Encadernação de Luxo Inteira de pela «15 Edição»

     

     

     


     


  • Sombras de Fumo

    Sombras de Fumo
    Sombras de Fumo «€25.00»

    Augusto Gil – Sombras de Fumo – Livraria Editora Guimarães – Lisboa – 1915. Desc.134 paginas de 18,5cm 13,5cm com Encadernação em Pele «1 Edição»

     

     

     

     

    Augusto César Ferreira Gil (Lordelo do Ouro, 31 de julho de 1873 – Guarda, 26 de fevereiro de 1929) advogado e poeta português, viveu praticamente toda a sua vida na Cidade daGuarda onde colaborou e dirigiu alguns jornais locais. Estudou inicialmente na Guarda, a “sagrada Beira”, de cuja paisagem encontramos reflexos em muitos dos seus poemas e de onde os pais eram oriundos, e formou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Começou a exercer advocacia em Lisboa, tornando-se mais tarde director-geral das Belas-Artes. Na sua poesia notam-se influências do Parnasianismo e do Simbolismo. Influenciado por Guerra Junqueiro, João de Deus e pelo lirismo de António Nobre, a sua poesia insere-se numa perspectiva neo-romântica nacionalista.


  • Memórias Posturas de Brás Cuba«Dom Casmurro»

    Memórias Posturas de Brás Cuba«Dom Casmurro» «€20.00«
    Memórias Posturas de Brás Cuba«Dom Casmurro» «€12.00»

    Machado de Assis – Memórias Posturas de Brás Cuba«Dom Casmurro» – Editor Victor Civita – São Paulo -1978. Des . 346 pág / 23 cm x 16,5 cm / E.

     

    Ficheiro:Machado-450.jpgJoaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de Junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de Setembro de 1908) foi um escritor brasileiro, amplamente considerado como o maior nome da literatura nacional. Escreveu em praticamente todos os géneros literários, sendo poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário. Testemunhou a mudança política no país quando a República substituiu o Império e foi um grande comentador e relator dos eventos político-sociais de sua época. Nascido no Morro do LivramentoRio de Janeiro, de uma família pobre, mal estudou em escolas públicas e nunca frequentou universidade. Os biógrafos notam que, interessado pela boémia e pela corte, lutou para subir socialmente abastecendo-se de superioridade intelectual. Para isso, assumiu diversos cargos públicos, passando pelo Ministério da Agricultura, do Comércio e das Obras Públicas, e conseguindo precoce notoriedade em jornais onde publicava suas primeiras poesias e cronicas. Em sua maturidade, reunido a colegas próximos, fundou e foi o primeiro presidente unânime da Academia Brasileira de LetrasSua extensa obra constitui-se de 9 romances e peças teatrais, 200 contos, 5 colectâneas de poemas e sonetos, e mais de 600 crónicas. Machado de Assis é considerado o introdutor do Realismo no Brasil, com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881). Este romance é posto ao lado de todas suas produções posteriores, Quincas BorbaDom CasmurroEsaú e Jacó e Memorial de Aires, ortodoxamente conhecidas como pertencentes a sua segunda fase, em que se notam traços de pessimismo e ironia, embora não haja rompimento de  resíduos românticos. Dessa fase, os críticos destacam que suas melhores obras são as da Trilogia Realista. Sua primeira fase literária é constituída de obras como RessurreiçãoA Mão e a LuvaHelena e Iaiá Garcia, onde notam-se características herdadas do Romantismo, ou “convencionalismo”, como prefere a crítica moderna. Sua obra foi de fundamental importância para as escolas literárias brasileiras do século XIX e do século XX e surge nos dias de hoje como de grande interesse académico e público. Influenciou grandes nomes das letras, como Olavo BilacLima Barreto,Drummond de AndradeJohn BarthDonald Barthelme e outros. Em seu tempo de vida, alcançou relativa fama e prestígio pelo Brasil, contudo não desfrutou de popularidade exterior na época. Hoje em dia, por sua inovação e audácia em temas precoces, é frequentemente visto como o escritor brasileiro de produção sem precedentes, de modo que, recentemente, seu nome e sua obra têm alcançado diversos críticos, estudiosos e admiradores do mundo inteiro. Machado de Assis é considerado um dos grandes gênios da história da literatura, ao lado de autores como DanteShakespeare e Camões.

     


  • Ressurreição

    Ressurreição «€20.00»
    Ressurreição «€20.00»

     António Cabreira – Ressurreição – Edição de Autor Composição e Impressão na Tipografia da Empresa Nacional – Lisboa – 1949.Desc 380 paginas + 10 Estampas  Encadernação de Origem «1 Edição» Edição de 500 Exemplares

    António Cabreira(2ºConde de Lagos)-Matemático, jornalista e publicista português, António Tomás da Guarda Cabreira de Faria e Alvelos Drago da Ponte nasceu a 30 de outubro de 1868, em Tavira, no distrito de Faro.  De uma família aristocrática liberal algarvia e irmão de Tomás Cabreira, formou-se em Matemática pela Escola Politécnica de Lisboa. Empenhado em ações políticas, participou, em 1891, em várias reivindicações estudantis, tornou-se redator político de A Nação e, entre 1892 e 1897, exerceu vários cargos no Partido Legitimista ao qual aderiu. Sócio da Sociedade de Geografia de Lisboa, foi secretário da Secção do Ensino da Matemática, em 1895, e vice-presidente da Secção de Geografia, em 1896, participando nas atividades de exaltação colonial e nacionalista que surgiram em consequência dos acontecimentos de 1891. Fundador do Instituto Dezanove de setembro, dedicou-se à gestão e à docência nessa instituição. Em 1895, criou um projeto para um Curso Colonial no Instituto destinado aos colonos e funcionários da administração colonial. Em 1899, foi designado docente das disciplinas de Mecânica Racional e de Filosofia das Matemáticas do Curso de Ciências do ensino secundário daquele Instituto.  Ligado à Academia das Ciências de Lisboa, conseguiu, com o seu desempenho, a criação de novos institutos, como o Instituto Teofiliano (1912), o Instituto de Trabalhos Sociais (1914), o Instituto Arqueológico do Algarve (1915), o Instituto Histórico do Minho (1916) e o Instituto António Cabreira (1919). Como jornalista, fundou ainda O Clarim, um panfleto doutrinário. Participou e organizou alguns eventos importantes, como o I Congresso Arqueológico Nacional, o I Congresso Colonial de 1900 e o 1.º Congresso Pedagógico Nacional, em 1908.  Enquanto publicista, escreveu sobre vários assuntos, que vão desde questões matemáticas até problemáticas de ensino. Destacam-se algumas obras, como Análise Geométrica de Duas Espirais Parabólicas (1895), Sobre Algumas Aplicações do Teorema de Tinseau (1897), O Ensino Colonial e o Congresso de Lisboa (1902), O Milagre de Ourique e as Cortes de Lamego (1925) e Júlio Verne, Educador e Pedagogo (1925). António Cabreira faleceu a 21 de novembro de 1953, em Lisboa.


  • A Lã e a Neve (Romance)

    A Lã e a Neve (Romance)  «€40.00»
    A Lã e a Neve (Romance) «€40.00»

    Ferreira de Castro – A Lã e a Neve (Romance) – Livraria Editora Guimarães & C.ª – Lisboa – 1947 .Desc 372 paginas de 19cmx13cm Encadernado em capa Dura da Época «1 Edição»

    Publicado pela primeira vez em 1947, A Lã e a Neve conta a vivência dos portugueses que habitam as regiões frias de Serra da Estrela em plena 2ª Guerra Mundial. Um jovem pastor, Horácio, namora Idalina e sonha ser tecelão, ter uma casa confortável e progredir na sua carreira. Ao conseguir emprego na fábrica de tecelagem, casa-se e ascende a “operário”, mas vê-se obrigado a viver num casebre. Em meio às notícias acerca da conflagração mundial, alguns operários, especialmente Marreta, nutrem esperanças de um mundo melhor para os deserdados da fortuna. Com o término da guerra, a morte de Marreta, a continuação de tudo e a resignação de Horácio, finda o romance.

    José Maria Ferreira de Castro (Ossela, Oliveira de Azeméis, 24 de Maio de 1898 — Porto, 29 de Junho de 1974) foi um escritor português, que aos doze anos de idade emigrou para o Brasil, onde viria a publicar o seu primeiro romance Criminoso por ambição, em 1916. Durante quatro anos viveu no seringal Paraíso, em plena selva amazónica, junto à margem do rio Madeira. Depois de partir do seringal Paraíso, viveu em precárias condições, tendo de recorrer a trabalhos como, colar cartazes, embarcadiço em navios do Amazonas etc. Mais tarde, em Portugal, foi redactor do jornal O Século e director do jornal O Diabo. Emigrante, homem do jornalismo, mas sobretudo ficcionista, é hoje em dia, ainda, um dos autores com maior obra traduzida em todo o mundo, podendo-se incluir a sua obra na categoria de literatura universal moderna, precursora do neo-realismo, de escrita caracteristicamente identificada com a intervenção social e ideológica. A exemplo da sua ainda grande actualidade pode referir-se a recente adaptação ao cinema, com muito sucesso, da obra A Selva.


  • Entre Povo e Principaes (Retábulo de Legendas em Forma de Romance)

    Entre Povo e Principaes (Retábulo de Legendas em Forma de Romance)  «€15.00»
    Entre Povo e Principaes (Retábulo de Legendas em Forma de Romance) «€15.00»

    José Viale Moutinho – Entre Povo e Principaes (Retábulo de Legendas em Forma de Romance) – Livraria Bertrand – Lisboa – 1981Desc.114 paginas de 21cmx14cm com Capa e Encadernação de Origem «1 Edição»

    Nasceu no Funchal, em 1945. Jornalista e escritor, tem várias obras editadas, algumas delas traduzidas nas mais diversas línguas, como o russo, búlgaro, castelhano, alemão, italiano, catalão, asturiano e galego. Estreou-se em 1968 com a novela Natureza Morta Iluminada. Foi director da Associação Portuguesa de Escritores, da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, do Círculo de Cultura Teatral e presidente da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto. É sócio do Pen Clube Português, da Academia de Letras de Campos de Jordão (Brasil) e membro honorário da Real Academia Galega. Autor de cerca de meia centena de livros para crianças, bem como de trabalhos nas áreas de investigação de Literatura Popular, da Guerra Civil de Espanha e da deportação espanhola nos campos de concentração nazis, bem como de estudos sobre Camilo e Trindade Coelho. Ficcionista e poeta, recebeu, entre outros: Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco/ APE, Prémio Edmundo de Bettencourt de Conto e de Poesia, Prémios de Reportagem Kopke, Norberto Lopes/Casa da Imprensa de Lisboa e El Adelanto (Salamanca); Pedrón de Honra (Santiago de Compostela). Traduções em castelhano, galego, catalão, italiano, alemão, russo, esloveno, búlgaro, asturiano, entre outros idiomas.


  • As Pequenas Memórias

    As Pequenas Memórias «€20.00»
    As Pequenas Memórias «€20.00»

    José Saramago – As Pequenas Memórias – Editorial Caminho «O Campo da Palavra» – Lisboa – 2006 Desc.149 paginas de 21cmx13,5cm com Encadernação de Capa de Origem.«1 Edição»

     

     

    As Pequenas Memórias é, sem rigor cronológico, a autobiografia do escritor José Saramago. Mais do que fazer literatura, embora em As pequenas memórias encontre-se o germe de muitos dos seus romances, a exemplo de Todos os nomes (1997) – na busca obstinada pela data da morte do irmão, trata-se de um desafio para o escritor que, aos 84 anos, professo em cavernas, arquivos e evangelhos, concentra-se entre os quatro e os quinze anos de sua vida e fala, não do escritor, mas da pessoa e do modo de entender o mundo.


  • O Grupo dos Cinco

    O Grupo dos Cinco «€20.00»
    O Grupo dos Cinco «€20.00»

    P. Moreira das Neves – O Grupo dos Cinco – Livraria Bertrand – Lisboa – 1945. Desc 346 pág / 19 cm x 12 cm / Br.

     

     

    Francisco Moreira das Neves (1906 a 1992) Gandra Ocupação/Profissão: Monsenhor, Escritor, Jornalista, Poeta Padre Moreira das Neves, estudou, quando jovem, no Porto, e concluiu o seu curso teológico em 1928. No ano seguinte, foi ordenado Sacerdote por D. António Augusto Castro Meireles, Bispo do Porto. Até 1931, foi o responsável pela Paróquia de Rendufe, ano em que transitou para a de Mosteiró – Vila do Conde. Aqui fundou o conhecido Patronato de Santa Rita de Cássia. Em 1934, Moreira das Neves abandona a vida paroquial e vai para Lisboa, onde assume o cargo de Chefe de Redacção do diário “Novidades”. Durante cerca de quarenta anos, exibiu a suas qualidades e demonstrou a excelência da sua personalidade. Como referiu o Bispo-Auxiliar de Lisboa, António dos Reis Rodrigues, “à frente do diário “Novidades”, trava luta desgastante, arrancada aos nervos, quotidianamente renovada com febril entusiasmo, em prol dos valores que constituem o património espiritual do povo cristão”. E João Bigotte Chorão acrescenta: “Na obra literária de Moreira das Neves, atrai-nos, pelo contrário, a simpatia, o calor humano, a limpidez dos sentimentos e das palavras, o religioso intuito de descobrir almas – sobretudo as almas purificadas pela santidade ou santificadas pelo sofrimento”. Os seus trabalhos literários encontram-se dispersos, na sua maioria, por revistas e jornais, sobretudo no Suplemento “Letras e Artes”. Entre as suas obras publicadas, contam-se: “Sonho Azul” (1931), “António Correia de Oliveira” (1932), “Hóstia Florida” (1936), “As Sete Palavras de Nossa Senhora” (1938), “Leal Conselheiro Infantil” (1940), “Inquietação e Presença” (1942), “Guerra Junqueiro – O Homem e a Morte” (1942), “Mendigo de Deus” (1944), “O Cardeal Cerejeira, Patriarca de Lisboa” (1945), “O Grupo dos Cinco” (1945), “Santo Agostinho – Cem Páginas” (1945). Publicou também, mais recentemente, “Terra Verde”, um Cancioneiro do Concelho de Paredes dedicado a toda a sua população e freguesias. Morreu, com 85 anos, no dia 1 de Abril de 1992, vergado ao peso do sofrimento e da doença.


  • Tereza Batista Cansada de Guerra «Obra Ilustrada de Jorge Amado»

    Tereza Batista Cansada de Guerra «Obra Ilustrada de Jorge Amado» «€30.00»
    Tereza Batista Cansada de Guerra «Obra Ilustrada de Jorge Amado» «€30.00»

    Jorge Amado – Tereza Batista Cansada de Guerra «Obra Ilustrada de Jorge Amado»- Livraria Martins Edição -São Paulo- Brasil – 1972. Desc.462 paginas de 21cmx14cm com Capa e Encadernação de Origem «1 Edição»

    Jorge Leal Amado de Faria (Itabuna, 10 de agosto de 1912 — Salvador, 6 de agosto de 2001) foi um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos. Ele é o autor mais adaptado da televisão brasileira, verdadeiros sucessos como Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Teresa Batista Cansada de Guerra são criações suas, além de Dona Flor e Seus Dois Maridos e Tenda dos Milagres. A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba por todo o Brasil. Seus livros foram traduzidos em 55 países, em 49 idiomas, existindo também exemplares em braille e em fitas gravadas para cegos. Amado foi superado, em número de vendas, apenas por Paulo Coelho mas, em seu estilo – o romance ficcional -, não há paralelo no Brasil. Em 1994 viu sua obra ser reconhecida com o Prêmio Camões, o Nobel da língua portuguesa. Existem dúvidas sobre o exato local de nascimento de Jorge Amado. Alguns biógrafos indicam que o seu nascimento se deu na Fazenda Auricídia, à época município de Ilhéus. Mais tarde as terras da fazenda Auricídia ficaram no atual município de Itajuípe, com a emancipação do distrito ilheense de Pirangy. Entretanto, é certo que Jorge Amado foi registrado no povoado de Ferradas, pertencente a Itabuna. No ano seguinte ao de seu nascimento, uma praga de varíola obriga a família a deixar a fazenda e se estabelecer em Ilhéus, onde viveu a maior parte da infância, que lhe serviu de inspiração para vários romances. Foi para o Rio de Janeiro, então capital da república, para estudar na Faculdade de Direito da então Universidade do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante a década de 1930, a faculdade era um polo de discussões políticas e de arte, tendo ali travado seus primeiros contatos com o movimento comunista organizado. Foi jornalista, e envolveu-se com a política ideológica, tornando-se comunista, como muitos de sua geração. São temas constantes em suas obras os problemas e injustiças sociais, o folclore, a política, crenças e tradições, e a sensualidade do povo brasileiro, contribuindo assim para a divulgação deste aspecto do mesmo. Suas obras são umas das mais significativas da moderna ficção brasileira, com 49 livros, propondo uma literatura voltada para as raízes nacionais. Em 1945, foi eleito deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), o que lhe rendeu fortes pressões políticas. Como deputado, votou a favor da emenda nº 3.165, do deputado carioca Miguel Couto Filho, emenda que proibia a entrada no país de imigrantes japoneses de qualquer idade e de qualquer procedência. Foi casado com Zélia Gattai, também escritora, que o sucedeu na Academia Brasileira de Letras. Teve três filhos: João Jorge, sociólogo, Paloma, e Eulália. Viveu exilado na Argentina e no Uruguai (1941 a 1942), em Paris (1948 a 1950) e em Praga (1951 a 1952). Escritor profissional, viveu exclusivamente dos direitos autorais dos seus livros. Na década de 1990, porém, viveu forte tensão e expectativa de um grande baque nas economias pessoais, com a falência do Banco Econômico, onde tinha suas economias. Não chegou porém a perder suas economias, já que o banco acabou socorrido pelo Proer, controvertido programa governamental de auxílio a instituições financeiras em dificuldades. O drama pessoal de Jorge Amado chegou a ser utilizado pelo lobby que defendia a intervenção no banco, para garantir os ativos dos seus correntistas. Mesmo dizendo-se materialista, era simpatizante do candomblé, religião na qual exercia o posto de honra de Obá de Xangô no Ilê Opó Afonjá, do qual muito se orgulhava. Amigos que Jorge Amado prezava no candomblé as mães-de-santo Mãe Aninha, Mãe Senhora, Mãe Menininha do Gantois, Mãe Stella de Oxóssi, Olga de Alaketu, Mãe Mirinha do Portão, Mãe Cleusa Millet, Mãe Carmem e o pai-de-santo Luís da Muriçoca. Como Érico Veríssimo e Rachel de Queiroz, é representante do modernismo regionalista (segunda geração do modernismo). Recebeu no estrangeiro os seguintes prêmios: Prêmio Lênin da Paz (Moscou, 1951); Prêmio de Latinidade (Paris, 1971); Prêmio do Instituto Ítalo-Latino-Americano (Roma, 1976); Prêmio Risit d’Aur (Udine, Itália, 1984); Prêmio Moinho, Itália (1984); Prêmio Dimitrof de Literatura, Sofia — Bulgária (1986); Prêmio Pablo Neruda, Associação de Escritores Soviéticos, Moscou (1989); Prêmio Mundial Cino Del Duca da Fundação Simone e Cino Del Duca (1990); e Prêmio Camões (1995). No Brasil: Prêmio Nacional de Romance do Instituto Nacional do Livro (1959); Prêmio Graça Aranha (1959); Prêmio Paula Brito (1959); Prêmio Jabuti (1959 e 1995); Prêmio Luísa Cláudio de Sousa, do Pen Club do Brasil (1959); Prêmio Carmen Dolores Barbosa (1959); Troféu Intelectual do Ano (1970); Prêmio Fernando Chinaglia, Rio de Janeiro (1982); Prêmio Nestlé de Literatura, São Paulo (1982); Prêmio Brasília de Literatura — Conjunto de obras (1982); Prêmio Moinho Santista de Literatura (1984); Prêmio BNB de Literatura (1985)..