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  • Poesia Incompleta (1936-1965)-1965

    Poesia Incompleta (1936-1965)

    Mário Dionísio – Poesia Incompleta (1936-1965) – Publicações Europa-América – Lisboa – 1966.desc.(344)B.

     

     


    Mário Dionísio de Assis Monteiro (Lisboa, 16 de julho de 1916 — Lisboa, 17 de novembro de 1993) foi um crítico, escritor, pintor e professor português. Personalidade multifacetada – poeta, romancista, ensaísta, crítico, pintor –, Mário Dionísio teve uma ação cívica e cultural marcante no século XX português, com particular incidência nos domínios literário e artístico. Licenciou-se em Filologia Românica, em 1940, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi professor do ensino liceal e secundário e docente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, depois da Revolução do 25 de Abril. Mário Dionísio foi opositor do Estado Novo, tendo estado ligado ao Partido Comunista Português, do qual se afastou na década de 1950. Personalidade multifacetada – poeta, romancista, ensaísta, crítico, pintor –, Mário Dionísio teve uma ação cívica e cultural marcante no século XX português, com particular incidência nos domínios literário e artístico.Foi autor de uma obra literária autónoma (poesia
    , conto, romance); fez crítica literária e de artes plásticas; realizou conferências, interveio em debates; colaborou em diversas publicações periódicas, entre as quais Seara Nova, Vértice, Diário de Lisboa, Mundo Literário,[6] Ge de todas as Artes e na revista Arte Opinião (1978-1982). Prefaciou obras de autores como Manuel da Fonseca, Carlos de Oliveira, José Cardoso Pires e Alves Redol. Teve uma forte ligação às artes plásticas. Além da actividade como pintor (desde 1941), foi um dos principais impulsionadores das Exposições Gerais de Artes Plásticas; integrou o júri da II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian; foi autor de inúmeros textos, de diversa ordem, das simples críticas até à publicação de referência que é A Paleta e o Mundo; etc. Enquanto artista plástico usou os pseudónimos de Leandro Gil e José Alfredo Chaves. Participou em diversas exposições colectivas, nomeadamente nas Exposições Gerais de Artes Plásticas de 1947, 48, 49, 50, 51 e 53. Realizou a sua primeira exposição individual de pintura em 1989. Mário Dionísio desempenhou um papel de relevo na teorização do neo-realismo português, “movimento literário que, nos anos de 1940 e 1950, à luz do materialismo histórico, valorizou a dimensão ideológica e social do texto literário, enquanto instrumento de intervenção e de consciencialização”. No contexto das tentativas de reforma cultural encetada pelos intelectuais dessa corrente, através de palestras e outras ações culturais, “participou num esforço conjunto de aproximar a arte e o público, de que resultou, por exemplo, a obra A Paleta e o Mundo, constituída por uma série de lições sobre a arte moderna. Poeta e ficcionista empenhado, fiel ao «novo humanismo», atento à verdade do indivíduo, às suas dolorosas contradições, acolheu, na sua obra, o espírito de modernidade e as revoluções linguísticas e narrativas da arte contemporânea”. Mário Dionísio morreu em 17 de novembro de 1993, em Lisboa, vítima de ataque cardíaco.

     

     

     

     


  • O Aço Mudou de Têmpera

    O Aço Mudou de Têmpera (20.00)

    Manuel do Nascimento – O Aço Mudou de Têmpera – Livraria Latina Editora – Porto – 1946.Desc.(338) pág.B. Autografado

     

    Manuel do Nascimento

    Manuel do Nascimento Correia (27 de Dezembro de 1912, Monchique – 30 de Dezembro 1966, Lisboa), escritor, jornalista, ficcionista, fotógrafo e editor português. Por ser filho de burgueses (José Nicolau Correia, comerciante de madeiras, e Fernanda Correia) teve a oportunidade de prosseguir estudos, nomeadamente de Química, na Escola Técnica de Lisboa, de onde saiu já técnico de engenharia. Assim que terminou os seus estudos, ingressou no mundo laboral, começando por trabalhar numa mina. Foi a partir daí que tomou consciência das situações em que viviam os trabalhadores, tendo essa consciência transformado toda a sua escrita. Quando se viu com a saúde fragilizada pela dureza, abandonou o emprego e regressou a casa para recuperar, começando então a escrever. Conviveu com grandes personalidades  do século XX, como Fernando Namora, Aquilino Ribeiro, José Régio, Manuel da Fonseca, e manteveve também algumas ligações com o movimento Presença. Foi um importante autor português do neorrealismo e por se ter dedicado ao ofício da escrita durante o regime Salazarista foi alvo de perseguição política, tendo sido censurado e preso. Manuel do Nascimento veio por fim a falecer durante uma viagem de comboio, a caminho de Lisboa, em 31 de dezembro de 1966. Manuel do Nascimento Correia nasceu a 27 de Dezembro de 1912, em Monchique. Viveu com os pais, burgueses (José Nicolau Correia, comerciante de madeiras e Fernanda Correia) e com as suas duas únicas irmãs. Em Monchique, chegou ainda a dar aulas de educação física e a treinar um grupo de basquetebol, tal era o seu interesse por desporto. Teve a oportunidade de prosseguir estudos, nomeadamente Química na escola técnica de Lisboa de onde saiu já técnico de engenharia. Após a conclusão dos seus estudos entrou no mercado de trabalho, desempenhando funções nas minas de Jales. Foi também nas minas que Manuel do Nascimento teve o primeiro contacto com a dura realidade que se provou  antagónica a como ele desejaria que fosse. Este choque gerou uma revolta interior que viria a crescer no autor português que tomou então consciência das situações em que viviam os operários, trabalhando futuramente esse aspeto nas suas obras. Tendo sido atacado por uma doença pulmonar, tuberculose, Manuel do Nascimento viu-se obrigado a voltar a casa dos pais, na sua cidade natal e aí, auxiliando-se da máquina de escrever do seu amigo António Batalim, deu início às suas aventuras  na escrita, tratando de temas como os condicionalismo sociais que prendiam a mulher, ou a dura vida dos mineiros que ele próprio havia experienciado. Foi em 1938 que escreveu o seu primeiro livro, Mineiros, que aborda essa mesma temática, não tendo contudo sido primeiro  da sua autoria a ser publicado. Posteriormente, mudou-se  com a mulher e o filho para a casa de campo do pai, situada no Sítio do Vale, uma vez que  as condições climáticas do local lhe pareciam proporcionar uma melhor recuperação, e assim foi. Viveu ainda algum tempo nas Caldas de Monchique, antes de retornar a Lisboa. Tendo passado por dificuldades financeiras, viu-se obrigado a seguir carreira no jornalismo e a publicar em “Eva”, “Mundo”, “A Cooperação”, “Portugal Ilustrado” e colaborando  em revistas como ” Revistas Vértice” e “Ela Revista”, nunca tendo, no entanto, integrado permanentemente a redação de nenhuma publicação. Foi contemporâneo de várias personalidades do século XX, entre as quais encontram-se  Fernando Namora (com quem trocou, aliás, cartas, as quais se encontram hoje em dia no espólio do museu de Vila Franca de Xira), Aquilino Ribeiro, José Régio, Manuel da Fonseca e teve também ligações com o movimento Presença. Foi um importante autor português do neorrealismo, inclusive foi assumido como uma das mais importantes figuras da escrita portuguesa da atualidade, após ter publicado Agonia, na Catalunha. Depois de uma experiência na capital  foi para o Porto, onde foi redator de “O Primeiro de Janeiro”, colaborando ainda em revistas como a “Ver e Crer” . Como nos é dado a conhecer através de  “Um escritor algarvio quase esquecido”, por José Rosa Sampaio Manuel do Nascimento “Publicaria a seguir um Roteiro da Província do Algarve (Tavira, 1951), numa altura em que vivia em Monchique, onde era professor e colaborador de jornais nacionais. Nesta obra, não deixa de estar presente uma certa ironia e alguma crítica social, nomeadamente quando se refere à sua terra natal.”  É também recordado  por ter conseguido tirar uma foto a Manuel Ribeiro de Paiva, pintor, também ele neorrealista, que inclusive ilustrou alguns dos livros de Manuel do Nascimento. O autor português encontra-se ainda presente na memória dos portugueses por ter sido dono da editora que trabalhou as traduções das obras de Shakespeare pela primeira vez.  Por se ter dedicado ao ofício da escrita durante o regime salazarista, e tendo em conta os temas de resistência anti-fascista predominantes nas suas obras, foi  alvo de perseguição política,através da censura existente à época e até mesmo preso. Apelidado de grande cronista dos mineiros, Manuel do Nascimento Correia veio a falecer, pouco depois do seu aniversário de 54 anos, a 30 de Dezembro de 1966 durante uma viagem de comboio interurbano ,na linha de Sintra, o qual vinha da Damaiae ia a caminho de Lisboa. A causa de morte  foi um colapso cardíaco.

     


  • Alves Redol [Homenagem]

    Alves Redol [Homenagem]
    Alves Redol [Homenagem] «€40.00»
    Alves Redol [Homenagem] – José Cardoso Pires – Carta aos Amigos Comuns / três inéditos de Alves Redol – Trecho do Romance Reinegros – O lago das Viúvas – Fronteiras Fechadas / Celso Cruzeiro – Alves redol e Alguns dos problemas do neo-realismo Português / Mário Dionísio – Prefácio ao Livro «Barranco de Cegos» / Fernando Namora – Carta Aberta a Alves Redol / Matilde Rosa Araújo – Alves Redol e a Literatura Infantil / José Manuel Mendes – Para Uma Compreensão de Alves Redol / Luiz Francisco Rebello – Breve recordação do Dramaturgo / Henrique do Amaral – Excertos de Uma Breve Evocação de Alves Redol / Joaquim Namorado – Breves Notas Sobre a Personalidade e a Obra de Redol / Os «Trusts» e o Nazismo / Quem Conhece Redol? / Contribuição para Uma Bio-Bibliografia de Alves Redol / Alves Redol e a Critica / Exposição Bibliográfica itinerante da Obra de Alves Redol – Revista Vertice – Numero Especial de Homenagem a Alves Redol – Nov – Dez 1970 -n.º322-23 – Lisboa – 1970. Desc.[781] ao [1027] / 22 cm x 16 cm / Obra Ilustrada com Ilustrações de Paiva, Pomar, Leonor Praça, Maria Keil, Lima de Freitas, Julio Góis. Br.