• Category Archives Teatro
  • Actas das I Jornadas de História de Tavira

    Actas das I Jornadas de História de Tavira(€15.00)

    Actas das I Jornadas de História de Tavira – Geleate António Canau – Os Lazeres das Populações Rurais da Freguesia da Conceição de Tavira, Nas Décadas de Trinta e Quarenta / Maria José da Conceição Fraqueza – Carta Aberta a Cidade de Tavira / J.Fernandes Mascarenhas – O Pintor Diogo Magina Natural de Tavira (Subsídios) / António Rodrigues dos Santos – O Teatro em Tavira Recordações de um Espectador / Arnaldo Casimiro Anica – a Agricultura no Concelho de Tavira sua Evolução e Apoio do Estado / Valentino Dinis Tavares Galhardo – O Porto de Tavira na 4.ª Aspectos Significativos / Carlos Sousa Reis – Pesca no Algarve Passado, Presente e Futuro / Maria Luísa Veiga Silva Pereira – Uma Villa Romana em Tavira? / José Eduardo Horta Correia – A Arquitectura do Renascimento em Tavira / Armando da Costa Franco – A degradação do Património Conventual de Tavira Após 1834 /  António Rosa Mendes – Frei Valentim da Luz, Prior do Colégio da Graça e Tavira, Queimado Pela Inquisição em 1562 / José António Pinheiro e Rosa – Seis Séculos de Escultura Religiosa em Tavira / J. Fernandes Mascarenhas – O Convento de S.Francisco de Tavira na Vida Espiritual e no Período das Lutas Liberais e Miguelistas / Cipriano Manuel Teixeira – Talabriga, Tabela, Tavira Através dos Séculos / Honorato Pisco Ricardo – Tavira, Retalhos do Seu Passado / Maria Lucília Camacho Lopes Vianna Lencart e Silva – O Visconde de Tavira / Hugo Cavaco – A Usura na Legislação Portuguesa”O Caso dos Foros Usurários do Algarve”(Alguns Subsídios Para a sua História) / Ofir Chagas – Está em Tavira ou em Tudia o Verdadeiro Túmulo de D.Paio Peres Correia? / Adérito Vaz – Tavira – As Origens, Evolução Política e Económica / Fernando Calapez Corrêa – Subsídio Para a História do Corso no Algarve – Um Assalto em Tavira em 1684 / Aurízia Félix Anita – A Ponte Como Espaço de Violência / Manuel Carvalho Moniz – O Eborense, D.Paio Peres Correia Conquistou Tavira – Edição Clube de Tavira – Tavira – 1992.Desc.(191)Pág.Br.Ilust


  • Teatro do Oprimido e Outras Poéticas Políticas

    Teatro do Oprimido e Outras Poéticas Políticas

    Augusto Boal – Teatro do Oprimido e Outras Poéticas Políticas – Editora Civilização Brasileira – Rio de Janeiro – 1977.Desc.(223)Pág.Br

     

     

     

    Augusto Pinto Boal (Rio de Janeiro, 16 de março de 1931 – Rio de Janeiro, 2 de maio de 2009) foi diretor de teatro, dramaturgo e ensaísta brasileiro, uma das grandes figuras do teatro contemporâneo internacional. Fundador do Teatro do Oprimido, que alia o teatro à ação social, suas técnicas e práticas difundiram-se pelo mundo, de maneira notável nas três últimas décadas do século XX, sendo largamente empregadas não só por aqueles que entendem o teatro como instrumento de emancipação política mas também nas áreas de educação, saúde mental e no sistema prisional O dramaturgo é conhecido não só por sua participação no Teatro de Arena da cidade de São Paulo (1956 a 1970), mas sobretudo por suas teses do Teatro do oprimido. Sua obra escrita é expressiva. Com 22 livros publicados e traduzidos em mais de vinte línguas, suas concepções são estudadas nas principais escolas de teatro do mundo. O livro Jogos Para Atores e Não Atores trata de um sistema de exercícios (“monólogos corporais”), jogos (diálogos corporais) e técnicas teatrais além de técnicas do teatro-imagem, que, segundo o autor, podem ser utilizadas não só por atores mas por todas as pessoas. Foi vereador do Rio de Janeiro de 1993 a 1997 Augusto Boal nasceu no subúrbio da Penha, Rio de Janeiro. Filho do padeiro português José Augusto Boal e da dona de casa Albertina Pinto, originários de Justes, Vila Real. Desde os nove anos dirigia peças familiares, com seus três irmãos. Aos 18 anos vai estudar Engenharia Química na antiga Universidade do Brasil, atual UFRJ, e paralelamente escrevia textos teatrais. Na década de 1950 enquanto realizava estudos em nível de Ph.D em Engenharia Química, na Columbia University, em Nova York, ma época, assistia às montagens do Actors Studio.

     

     

     

     


  • Zilda (Peça em 4 Actos)

    Zilda (Peça em 4 Actos) (€60.00)

    Alfredo Cortez – Zilda (Peça em 4 Actos) (Ilustrações: D.Alice Rey Colaço, D.Milly Possoz, Jorge Barradas) – Companhia Portuguesa – Editora – Porto – 1921.Desc.(255)Pág.E.Ilust

     

     

     

     

    BREVE EVOCAÇÃO DO CENTENÁRIO DA ESTREIA DE ALFREDO CORTEZ - Blogue do Centro Nacional de Cultura Ferreira Cortez (Estremoz, 29 de Julho de 1880 – Oliveira de Azeméis, 7 de Abril de 1946) foi um dramaturgo e magistrado português que recebeu o Prémio Gil Vicente em 1936. Alfredo Cortês (também grafado Cortez), nasceu em 29 de Julho de 1880, em Estremoz (Distrito de Évora). Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra no ano de 1905, seguindo a carreira da magistratura. Nos anos de 1929 e 1930 exerceu o cargo de juiz de investigação criminal em Angola. Fixou-se depois em Lisboa. Estreou-se nas lides teatrais em 1921, provocando sensação com a peça Zilda, representada no Teatro Nacional D. Maria IIpor Amélia Rey Colaço. Seguiu-se igual êxito com a peça O Lodo, em 1923. Entre aqueles anos e 1944, situa-se a sua mais significativa produção literária, incluindo onze títulos publicados que foram, também, outros tantos sucessos de crítica e bilheteira, quando não de censura e escândalo. Em 1936, a peça Tá Mar valeu-lhe o Prémio Gil Vicente do Secretariado Nacional de Informação. Para o cinema, foi autor do argumento e dos diálogos do filme de Leitão de Barros, Ala-Arriba!, de 1942. Pelas suas qualidades cénicas e literárias conquistou um lugar cimeiro entre os autores teatrais do seu tempo. A sua obra, considerada de expressão rigorosa e linear, revela um perfeito domínio da técnica teatral, posta ao serviço de uma análise impiedosa aos costumes da sociedade portuguesa contemporânea. Alfredo Cortez morreu em 7 de Abril de 1946, em Oliveira de Azeméis.

     


  • Congresso Nacional do Algarve – Racal Clube

     

     

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  • Ninhos D’Águias(Comedia Dramática em 3 Actos Representada Pela Primeira Vez no Teatro do Gymnasio em Janeiro de 1920-1920

    Ninhos D’Águias(Comedia Dramática em 3 Actos Representada Pela Primeira Vez no Teatro do Gymnasio em Janeiro de 1920(€40.00)

    Carlos Selvagem – Ninhos D’Águias(Comedia Dramática em 3 Actos Representada Pela Primeira Vez no Teatro do Gymnasio em Janeiro de 1920 – Editores – Renascença Portuguesa – Porto / Luso-Brasilisna – Rio de Janeiro – 1920.Desc.(247)Pág.E

     

    Tavares de Andrade Afonso dos Santos (Lisboa, 13 de agosto de 1890 — Lisboa, 4 junho de 1973), mais conhecido pelo nome literário de Carlos Selvagem, foi um militar, jornalista, escritor, autor dramático e historiador, que notabilizou pelas suas obras de trama histórico, por vezes de pendor marcadamente nacionalista. Na vertente dramática escreveu peças de grande rigor construtivo, tendo na vertente da comédia de costumes criado figuras que, pela sua crueza, provocaram estranheza junto do público mais conservador. A sua obra caracteriza-se por uma escrita marcadamente poética, de grande originalidade, onde perpassa um conteúdo ideológico e de crítica social de grande coerência Frequentou o Colégio Militar entre 1901 e 1907 onde lhe deram a alcunha (Selvagem) que mais tarde veio a incorporar no pseudónimo literário que adoptou. Formou-se em Cavalaria pela Escola do Exército e participou no Niassa e no norte de Moçambique na frente africana da Primeira Guerra Mundial. Chegou a major. Foi grande amigo e politicamente sempre muito próximo do capitão Henrique Galvão, com quem partilhou a autoria da obra Império Ultramarino Português: Monografia do Império, Lisboa: Empresa Nacional de Publicidade, 1950-1953 (4 vols.). Henrique Galvão, apesar de ser então deputado à Assembleia Nacional, foi o seu defensor no julgamento da tentativa de golpe da Junta de Libertação Nacional (10 de Abril de 1947), também conhecida por Abrilada. Quando em Janeiro de 1961Henrique Galvão liderou o assalto ao paquete Santa Maria, chamou-lhe Operação Dulcineia, do título de uma peça de teatro de Carlos Selvagem (Dulcinéa ou a última aventura de D. Quixote, Lisboa: Editorial Aviz, 1943). Entre as obras de que foi autor mereceram particular destaque os contos infantis Picapau – Bonecos Falantes, a obra historiográfica e didática Portugal Militar e o romance A Espada de Fogo. As peças de teatro Entre Giestas (1915), Ninho de Águias (1920), Telmo, o Aventureiro e, sobretudo, Dulcineia ou a última aventura de D. Quixote, tiveram grande sucesso junto do público sendo consideradas entre as mais representativas da dramaturgia portuguesa do século XX. Encontra-se colaboração da sua autoria nas revistas Homens Livres (1923) e Ilustração iniciada ema 1926. Foi distinguido com o Prémio Gil Vicente. Foi escolhido em concurso público para escrever o compêndio a utilizar nas escolas militares, tendo produzido para esse fim a obra Portugal Militar. Compêndio de História Militar e Naval de Portugal desde as Origens do Estado Portucalense até ao fim da Dinastia de Bragança, publicada em 1931, corrigida e anotada pelo autor em 1936 e reeditada em 2006. Todas as edições pela Imprensa Nacional. O seu nome perdura na toponímia portuguesa, em nomes de arruamentos. Foi agraciado com os seguintes graus das Ordens honoríficas portuguesas: Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo (28 de junho de 1919), Oficial da Ordem Militar de Avis (5 de outubro de 1926), Comendador da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada (4 de março de 1941), Comendador da Ordem Militar de Avis (4 de fevereiro de 1943) e Grande-Oficial da Ordem Militar de Avis (25 de janeiro de 1947).

     

     

     

     


  • Guerras do Alecrim e Manjerona

    Guerras do Alecrim e Manjerona(€15.00)

    António José da Silva – Guerras do Alecrim e Manjerona(Apresentação Didáctica de Albina de Azevedo Maia) – Porto Editora – Porto – 1980.Desc.(192)Pág.Br.

     

    António José da Silva Coutinho (São João de Meriti, 8 de maio de 1705 – Lisboa, 19 de outubro de 1739) foi um escritor e dramaturgo luso-brasileiro, nascido no Brasil Colônia. Formado na universidade de Coimbra,[2]escreveu o conjunto da sua obra em Portugal entre 1725 e 1739. Apelidado “O Judeu”, foi torturado, esquartejado e queimado na fogueira pela Inquisição, num auto de fé. É hoje considerado um dos maiores dramaturgos portugueses de todos os tempos e o precursor da modinha. O romancista português Camilo Castelo Branco retratou a vida de várias gerações da família de António José da Silva até à sua morte na sua obra O Judeu. A história de António José da Silva também inspirou Bernardo Santareno, igualmente de origem judaica, a escrever a peça O Judeu(1966). A sua vida é ainda retratada no filme luso-brasileiro O Judeu(1995). A Fundação Nacional de Artes – Funarte e o Camões Instituto da Cooperação e da Língua Portuguesa instituíram o Prêmio Luso-Brasileiro de estímulo a dramaturgia António José da Silva no ano de 2007. Portugal dedicou-lhe um selo a 7 de junho de 2010, na série Teatro em Portugal, que reproduz uma cena da peça “Guerras do Alecrim e da Manjerona”, sob o título “António José da Silva (O Judeu)”. António José da Silva nasceu no engenho do avô materno, Balthazar Rodrigues Coutinho, no bairro da Covanca, na atual cidade de São João de Meriti, no Rio de Janeiro. Era filho do advogado e poeta João Mendes da Silva. Mudou-se ainda pequeno com a família para a Freguesia da Candelária (hoje parte do centro da capital carioca). Batizado no catolicismo, mas de origem judaica, foi vítima da perseguição que dizimou a comunidade dos cristãos-novos do Rio de Janeiro em 1712. Pensa-se que terá conseguido manter a sua fé judaica secretamente. Mas, sua mãe, Lourença Coutinhofoi bem menos sucedida. Acusada de judaísmo, foi deportada para Portugal onde foi processada pela Inquisição. O pai de António decidiu então partir para Portugal, para estar próximo de sua mulher, levando o jovem António consigo. A família instalou-se a seguir na Metrópole. Em Portugal, António José da Silva estudou direito na Universidade de Coimbra, onde se inscreveu em 1725. Interessado pela dramaturgia, escreveu uma sátira, que serviu de pretexto às autoridades para prendê-lo, acusado de práticas judaizantes, com sua mãe e sua esposa, a 8 de agosto de 1726. Embora fosse amigo de Alexandre de Gusmão, conselheiro do rei dom João V (1706–1750), foi torturado a 16 de agosto e 23 de setembro, tendo ficado parcialmente inválido durante algumas semanas, o que o impediu de assinar a sua “reconciliação” com a Igreja Católica, acabando por fazê-lo em grande auto-de-fé de 23 de outubro. Salvou sua vida admitindo ter seguido práticas da lei mosaica. Depois de ter abjurado seus erros, foi posto em liberdade. Sua mãe só foi liberta três anos mais tarde, em outubro de 1729, depois de ter sido torturada e figurada como penitente em outro auto-da-fé. Depois de ter praticado três anos seu ofício de advogado, acabou por retomar sua atividade literária, sendo considerado o maior dramaturgo português da sua época. Escritor prolífico, escreveu sátiras em que criticava num modo burlesco o ridículo da sociedade portuguesa, usando referências frequentes à mitologia e aos autores da Antiguidade e da Península Ibérica, nomeadamente Don Quixote. Devido a partes orquestrais importantes, árias e conjuntos cantados, suas peças podem quase ser consideradas óperas. A única música que sobreviveu foi composta por António Teixeira. Conhecido pela facilidade e verve cómica das suas sátiras, José da Silva fez muitos inimigos contra os quais o conde de Ericeira o protegeu, mas após a morte deste último, o dramaturgo e escritor foi denunciado como suspeito de judaísmo à Inquisição. Foi preso de novo em 1737, em Lisboa com a mãe, a tia, o irmão (André) e a sua mulher, Leonor Maria de Carvalho, que se encontrava grávida. Morreu no dia 19 de outubro de 1739 na fogueira às mãos da Inquisição, num auto de fé. António José da Silva é ainda hoje considerado o mais famoso dramaturgo português do seu tempo. As suas comédias ficaram conhecidas como a obra de “O Judeu” e foram encenadas frequentemente em Portugal nos anos da década de 1730. Influenciado pelas ideias igualitárias do Iluminismo francês, o dramaturgo ligou-se a um grupo de “estrangeirados”, formado por eminentes figuras como o diplomata luso-brasileiro Alexandre de Gusmão (1695-1753), o principal conselheiro do rei D. João V. Sua obra teatral inspirava-se no espírito e na linguagem do povo, rompendo com os modelos clássicos e incorporando o canto e a música como elemento do espectáculo. Uma delas foi “Vida do Grande Dom Quixote de La Mancha”, representada em 1733. Oito de suas óperas foram publicadas em 1744 em dois volumes, na série que ostenta o título Theatro comico portuguez, recuperadas em 1940, pelo investigador Luís Freitas Branco. Mais tarde o musicólogo Felipe de Souza confirmou a parceria de António José com o padre Antonio Teixeira, autor das músicas. Escreveu também poemas, um deles publicado por Francisco Adolfo Varnhagen, em 1850, em seu Florilégio da poesia brasileira. Este usa de recursos da poesia barroca, tal como o maneirismo. Em 1737, António foi preso pela Inquisição, juntamente com a mãe e a esposa (Leonor de Carvalho, com quem casara em 1728, que era sua prima e também judia). A mãe e a mulher seriam libertadas posteriormente. António José da Silva foi novamente torturado. Descobriram que era circuncidado. Uma escrava negra testemunhou que ele observava o Shabbat. O processo decorreu com notória má-fé por parte do tribunal e António José da Silva foi condenado, apesar de a leitura da sentença deixar transparecer que ele não seria, de facto, judaizante. Como era regra com os prisioneiros que, condenados, afirmavam desejar morrer na fé católica, António José da Silva foi garrotado antes de ser queimado num Auto-de-Fé em Lisboa em outubro de 1739. Sua mulher, que assistiu à sua morte, morreria pouco depois.

     

     

     

     

     


  • As Vozes da Rádio (1924-1939)-1939

    As Vozes da Rádio (1924-1939) (€15.00)

    Rogério Santos – As Vozes da Rádio (1924-1939) – Editorial – Caminho – Lisboa – 2005.Desc.(366)pág.Br.Ilust

     

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    As Vozes da Rádio

    Fernando Gardelho Medeiros criou, em 1914, a Rádio Hertz, em Lisboa. Apesar de rudimentares, foram as primeiras experiências de Rádio em Portugal. A Hertz foi suspensa pouco depois e ressurgiu em 1929, continuando durante cerca de um ano. Já em finais da década de 30, deu lugar à designação Rádio Continental. Outras estações se seguiram: a Rádio Aliança, no Campo Santana, a Rádio Lisboa, na Rua Serpa Pinto, e a ORSEC, no Porto. Até 1925, as emissões são feitas em circunstâncias muito particulares. Por vezes são transmitidas a partir de um quarto ou de instalações improvisadas. Eram feitas à noite quando o entusiasta tinha disponibilidade. E dependiam do seu investimento particular nos aparelhos destinados à emissão. O início das emissões regulares As primeiras emissões regulares surgem em Lisboa a 25 de Outubro de 1925. A estação chama-se CTI AA e é propriedade de Nunes dos Santos. Mas o ano marco da história da Rádio Portuguesa é 1928: nasce na Parede o Rádio Clube da Costa do Sol, mais tarde convertido no Rádio Clube Português. Fundadores: Major Botelho Moniz e Alberto Lima Bastos. O Estado preocupa-se com a Rádio em 1930 e chama a si o monopólio dos serviços de radiotelegrafia, radiotelefonia, radiodifusão e radiotelevisão. É criada a direção-geral dos Serviços Radioelétricos. Fica na dependência dos CTT. A primeira estação do Norte nasce em 1930 e é a Rádio Sonora. Um par de anos depois surgem a Invicta e o Rádio Clube Lusitânia, também no Porto, a Rádio Luso, a Rádio Amadora e a Rádio Graça, todas em Lisboa. A Rádio Graça, de Américo Santos, manteve-se viva até 1974, tendo sido uma das quatro estações que geraram os populares Emissores Associados de Lisboa. O interesse estatal pela rádio Depois da iniciativa legislativa de 1930, o Estado volta a interessar-se pela Rádio três anos mais tarde. É o ministro das Obras Públicas Duarte Pacheco quem incentiva a criação da Emissora Nacional. A inauguração oficial ocorre a 1 de Agosto de 1935. Tal como noutros países da Europa, também o Estado Novo apercebe-se das potencialidades do novo meio. A Emissora Nacional é, durante décadas, o principal meio de comunicação pública do regime. Ainda em fase experimental, a Rádio Renascença começa a emitir em 1936. Em 1937 têm início as emissões em onda média da emissora católica. Estava assim fechado o triângulo que dominou a oferta nacional de Rádio portuguesa no séc. XX: Rádio Clube Português, Emissora Nacional, Rádio Renascença. Os anos do domínio Foi na década de cinquenta que a Rádio começou a mostrar o potencial das suas capacidades expressivas e tornou-se no meio de comunicação dominante. Em 1950, o teatro na Rádio começou a ganhar contornos mais populares e comerciais com o surgimento do famoso folhetim Tide. Dois anos depois surgiu o Rádio Comédias. A Rádio servia para distrair a população, o principal objetivo da programação era o entretenimento. À primeira fase da rádio – espetáculo, à base de emissões diretas, seguiu-se o ciclo da criação de programas de passagem de discos e de conversa entre dois locutores, assim como de programas de humor. Emissões como a Voz dos Ridículos, a Parada da Paródia e Graça com Todos, estes dos produtores Parodiantes de Lisboa, foram alguns dos programas mais famosos da rádio nacional e o folhetim de maior êxito foi A Força do Destino. Em paralelo nasceram programas de discos pedidos como o omnipresente Quando o Telefone Toca, que difundia emissões diferentes nas várias estações comerciais. O crescente impacto da Televisão, acentuado a partir do final dos anos 60, levou a Rádio a adotar novos formatos e a modernizar-se. A Rádio Universidade, que atraía jovens estudantes, foi o instrumento de formação da generalidade dos novos profissionais e dela emanou um movimento de reforma que se alastrou às principais estações portuguesas. As emissões noturnas das rádios comerciais, que começavam então a emitir 24 horas por dia, foram as primeiras a sinalizar a mudança para formatos mais informais, novas tendências musicais e apresentação de temas de interesse social. Caía o modelo do 2.º locutor. O novo locutor, que era também realizador, falava diretamente com os ouvintes e tendo por fundo o início e o final das faixas musicais que apresentava. O Rádio Clube Português começa emitir em FM Em 1954, o Rádio Clube Português inicia as emissões em Frequência Modulada. A estação separou a emissão de Frequência Modulada, primeiro apenas em Lisboa, e dedicou-a a um público jovem. Nascia o Em Órbita, de culto à música anglo-saxónica, assim como as Produções Espaço 3 P, que levaram o estúdio para a rua e para as praias. Na Rádio Renascença destacava-se o Página 1, criado em 1968, que ligava a música portuguesa de protesto aos temas sociais. Até 1974, a emissão das rádios privadas baseava-se em produções independentes. As estações alugavam a generalidade dos seus horários a produtores que realizavam e exploravam comercialmente os seus próprios programas. Nos últimos anos da década de 60, produtores independentes apostaram em formatos com conteúdos mais informativos. PBX e Tempo ZIP apostavam em vedetas da TV como Carlos Cruz e José Fialho Gouveia e jovens radialistas como Adelino Gomes, Joaquim Furtado, João Paulo Guerra e José Nuno Martins. Ao mesmo tempo, o Rádio Clube Português e a Rádio Renascença apostavam em noticiários de hora a hora, pequenos e com impacto. A rádio no 25 de abril O papel de comando da Rádio nos acontecimentos políticos de 25 de Abril de 1974 atesta exemplarmente o impacto que a mesma então tinha como meio dominante da comunicação pública portuguesa. A breve trecho veio a ser substituída nessa posição pela TV. Os caminhos da especialização Em 1998, a Rádio Comercial implantou um modelo onde a programação da rádio se faz em função do desenvolvimento de uma ideia de negócio. A noção de se fazer rádio apenas por gosto caía por terra e instituía-se o conceito de prestação de um serviço, com níveis de crescimento em termos de faturação para as empresas. A segmentação do público, nomeadamente em função de interesses específicos, fez aumentar a criação de rádios especializadas. As estações emissoras procuram, então, oferecer um produto que satisfaça estes interesses, através da criação de formatos que vão de encontro às necessidades da programação alternativa. Muitas estações de rádio adotam uma postura de especialização. Criada em 1998, a Mega FM, ao contrário da Rádio Comercial, não assume uma especialização musical. Não se pode defini-la como uma rádio com conteúdos especializados, mas antes uma estação dirigida a um determinado público. Já a Mix FM nasceu em 1999, a partir do estudo de mercado que comprovou que existia público para uma rádio de rhythmdance. O rejuvenescimento da Rádio Comercial marcou o mercado da rádio em Portugal. Não só esta estação inovou o formato e a forma de comunicação com os ouvintes, como desenvolveu uma estratégia de conquista de audiências. Com a transferência de Pedro Tojal da RFM (Grupo Renascença), para a direção da Media Capital Rádio, a Rádio Comercial afastava-se do seu projeto inicial. Paralelamente, foi criada, em 2003, a Best Rock FM, para colmatar o espaço antes preenchido pela Comercial. Contrariamente à ideia da simples cópia, da simplicidade dos formatos e da banalidade do discurso, algumas estações de rádio assumem características muito próprias, diferenciando-se das restantes. Um destes exemplos passa pela Marginal, nascida em 1987 com a designação de Rádio Kit. Apesar de algumas semelhanças na programação ao longo do dia, existem outros programas de autor que fazem a diferença e procuram cobrir todo o espectro musical que diz respeito ao rock. Por um lado, a formatação é a garantia da qualidade das emissões. Assim, a grande maioria das estações de rádio aposta num formato que regula toda a emissão, através de uma playlist com temas organizados, frases pré-definidas, jingles e publicidade estruturada. No entanto, ainda existem espaços que deixam expressar o «eu» de cada locutor. Tal como o caso da Voxx, que nasceu em 1998 das cinzas da extinta XFM, cuja programação deixa ao critério de cada autor a personalização do seu próprio programa. Sempre com o objetivo de agradar o público, a emissora dá espaço para que os autores mostrem um pouco da sua personalidade nas escolhas musicais que fazem, à medida que acompanham a evolução e apresentam as novidades. Os programas «de palavra» da Voxx provam que a rádio não se faz apenas de música, e que só a rádio pode cumprir o papel de indutora do pensamento, através da criação de novos conceitos no ouvinte. Integrada no grupo de canais do Estado, a Antena 2 é destacada para cumprir parte do serviço público de radiodifusão. Adicionalmente, e por não ter objetivos comerciais, a estação de rádio distancia-se das demais, assumindo-se como o espaço privilegiado para a cultura na rádio. As iniciativas de cariz mais erudito estão muitas vezes condenadas nas estações privadas, nomeadamente por razões económicas. Contudo, a Rádio Luna é a prova de que a música clássica pode sobreviver num emissor privado. Dirigido aos ouvintes de música clássica e jazz, a emissora, criada em 1999, deixa de fora da sua programação as conferências, o teatro radiofónico, os programas biográficos de grandes artistas, a cultura popular ou o folclore. Um aspeto comum às rádios especializadas é a tendência generalista no que toca ao tratamento editorial da informação. Por exemplo, a Best Rock FM, a Marginal, a Mega FM e a Mix FM apresentam uma componente noticiosa sobre a atualidade, complementada com rubricas e outros espaços informativos orientados em torno da temática da estação. Assim, não podem ser consideradas rádios temáticas, mas sim especializadas. A Rádio Informação A TSF é uma estação temática, de informação, mas ainda não implementou uma conceção estreita de informação, na medida em que a estrutura das suas emissões combina a música e a informação. A especialização dentro da especialização ainda está para chegar Portugal, com rádios temáticas especializadas. Este formato, que concentra a informação num só conteúdo, é muito comum nos Estados Unidos, devido à dimensão da audiência, à sofisticação do mercado e ao elevado investimento publicitário neste meio. Embora possível, ainda não existe uma organização que ofereça ao ouvinte conteúdos informativos dentro de um âmbito por ele determinado, ou serviços de informação que satisfaçam necessidades específicas. A personalização da informação já é comum nas newsletters que os ouvintes/utilizadores subscrevem nos sites de informação. No entanto, a convergência entre o sistema de comunicação analógico e o sistema digital, com o envio de mensagens escritas ou sonoras para o telemóvel, ainda não foi posto em prática em Portugal. Os programas de antena aberta e a interatividade da rádio Nos anos 30, quando foi colocada na mesa a criação da Emissora Nacional, dizia-se que a rádio podia ser o instrumento mais democrático do mundo, por educar as pessoas e por chegar a todo o lado. A verdade é que a rádio procurou a interatividade desde o seu início. Quando comparada com os outros meios, a rádio é um meio mais barato, e portanto, mais livre. Dado o facto dos custos de instalação, produção e manutenção serem menores que os de outros meios de comunicação de massa, a rádio consegue a pluralidade de opiniões e uma representação ideológica mais abrangente. No âmbito da interatividade, a rádio adotou os programas de antena aberta para atingir objetivos diferentes. Os programas de antena aberta são muito comuns no espectro radiofónico dos EUA e abrangem desde as temáticas mais polémicas, aos temas mais conservadores ou excêntricos. Existem três tipos de programas de antena aberta: «the exhibitionist phone-in», «the confessional phone-ins» e «the expressive phone-in». A tradição norte-americana aponta para o tom confessional, onde os ouvintes relatam os seus problemas pessoais e anseios. A Voz do ouvinte Em Portugal, o sucesso passa pelos programas que estabelecem a ligação entre o domínio público e o privado, permitindo a expressão das vozes dissidentes sobre assuntos públicos. O que não se pode ignorar é o facto de que, apesar de os programas de antena aberta permitirem aos ouvintes dar a sua opinião, a situação que lhes é proporcionada pela emissora obedece a regras e a uma temática pré-determinada pela estação. Ainda assim, a rádio, por dar a oportunidade aos convidados e ouvintes de trocarem ideias entre si, consegue ultrapassar os restantes media nacionais, fazendo valer o princípio igualitário da opinião. Além disso, outras experiências e opiniões válidas são confrontadas com a visão do «especialista», permitindo a pluralidade de opiniões de grupo e a manifestação de posições individuais. Torna-se importante perceber como a fórmula do «ouvinte em linha» funciona: o facto de a audiência se manter em contacto, cria a ilusão de que a rádio é um meio bidirecional da comunicação. Numa altura em que a participação da audiência estava limitada aos programas de escolha dos discos pedidos (dos quais se celebrizou o programa «Quando o Telefone Toca», na Renascença), foi «O Passageiro da Noite», na rádio Comercial, que deu início aos programas de linha aberta com tema livre em Portugal. Contudo, é de notar que as formas de participação não se ficam neste esquema da antena aberta. Assiste-se, cada vez mais, à tentativa por parte das estações em implicar os ouvintes na sua comunicação, quer através do telefone quer de mensagens enviadas através da Internet. Posteriormente, é apresentada a música mais pedida, as gravações de ouvintes que elegem «aquela» como a melhor estação, ou ainda, os inúmeros passatempos realizados. O programa «Boa Noite» da Renascença mantém este formato de antena aberta, mas assume uma vertente de companhia, para um público mais solitário. A rádio torna-se, assim, não só um veículo para alargar as possibilidades de participação democrática, mas como um instrumento que permite às pessoas estarem em contacto com outras. Este tipo de programas de antena aberta funcionam tanto como uma tribuna, para as provocações que desafiam as conceções dominantes, tanto como tribunal, para os grupos sub-representados pelos media, que desta forma conseguem dar o seu contributo nos assuntos públicos mais importantes. Na Rádio Renascença, os programas «Fórum TSF» e «Bancada Central» são bons exemplos da passagem para um modelo dialógico de comunicação que ultrapassa o sistema de receção passiva da rádio. De acordo com estudos realizados, está provado que estes programas estimulam a comunicação política e promovem a livre expressão, nomeadamente para assuntos de teor cívico e político. São programas que permitem que o cidadão usufrua de um espaço para discussão, onde o senso comum é qualificado como conhecimento autêntico, na medida em que, ao ser fundado na experiência, se diferencia do conhecimento dos especialistas. Com a finalidade de dar voz às pessoas, a rádio apresenta duas grandes vantagens: é mais ouvida do que os jornais são lidos e torna-se mais fácil pegar no telefone e ligar para a redação do que dar opinião por escrito e enviar para os jornais. Os debates mediatizados na rádio, para além de se apresentarem como um «ponto de encontro» onde o público pode trocar ideias, fornecem uma excelente base de representação social. Assumem-se como espaços de discussão nos quais as pessoas podem defender as suas ideias, constituindo um fator fulcral para a construção de uma identidade cultural.

     


  • Sempre Livre! Poesia Expressamente Escripta Para ser Recitada pelo Autor na Noite de 1.º De Dezembro de 1874 Pela Inauguração do Theatro na Cidade de Faro

    Sempre Livre! Poesia Expressamente Escripta Para ser Recitada pelo Autor na Noite de 1.º De Dezembro de 1874 Pela Inauguração do Theatro na Cidade de Faro (€50.00)

    Domingos Rodrigues Annes Baganha – Sempre Livre! Poesia Expressamente Escripta Para ser Recitada pelo Autor na Noite de 1.º De Dezembro de 1874 Pela Inauguração do Theatro na Cidade de Faro –


  • Laura Alves – A Rainha do Palco

    Laura Alves (€13.00)

    Luciano Reis – Laura Alves – A Rainha do Palco – Sete Caminhos – Lisboa – 2005.Desc.(127)pág.Br.Ilus

     

     

    Laura Alves Nascida em 1921, no número 638 da Rua de São Bento, em Lisboa. Nasceu efetivamente em 8 de setembro de 1921 (e não em 1927 ou 1923, como surge em muitos lados… ao contrário do que atestam o seu registo na escola onde estudou, a sua ficha biográfica no Teatro Nacional Dona Maria II, bem como o artigo “Laura Alves: o sorriso inesquecível”, de Maria João Duarte, na revista N 276, de Junho 2009, da Fundação INATEL). Filha de Celestino Magno (Viseu, Rio de Loba, 18 de junho de 1896 – Lisboa, Socorro, 24 de setembro de 1945) e de sua mulher Mariana Alves (Lisboa, São Miguel, 15 de dezembro de 1895 – Amadora, Reboleira, 23 de maio de 1988), frequentou a Escola Industrial Machado de Castro e a Escola de Dança do Conservatório Nacional. Avós paternos, Alexandre Magno e Encarnação de Jesus e avós maternos, Frederico António Alves e Ana Maria de Jesus Júnior. Antes da estreia profissional, já aos três anos recitava, aos cinco entrava como “o miúdo” de uma peça policial representada na Associação Recreativa Triângulo Vermelho (uma sociedade de recreio da Rua de S. Bento de que o seu pai era sócio) e aos seis representava, como amadora, no Grupo Dramático Lisbonense. Estreou-se profissionalmente em 20 de agosto de 1935, no Teatro Politeama, ainda com 13 anos, a 20 dias de fazer os catorze, contracenando logo na estreia com o grande ator Alves da Cunha, na peça “As duas garotas de Paris”. Tirou a carteira profissional logo depois, aos catorze anos, e passou do Politeama para o Teatro Nacional, onde fez duas épocas, representando ao lado de Palmira Bastos, Álvaro Benamor, Amélia Rey Colaço, Nascimento Fernandes, Maria Lalande, etc. Viu o seu talento reconhecido além-fronteiras, através da participação em diversos géneros (revista, opereta, comédia e drama), sobretudo no Teatro Monumental, onde se fixou em 1951. No cinema, salienta a sua interpretação em O Leão da Estrela, em 1947. Daí até à sua morte somou muitos sucessos. Ao longo da sua carreira interpretou cerca de quatrocentos espetáculos. Faz teatro radiofónico na RCP ao lado de nomes como Rogério Paulo, Álvaro Benamor, Isabel Wolmar, Carmen Dolores, Paulo Renato, Álvaro Benamor e Josefina e António Silva Por tudo isto, seria muito redutor ficar registada a sua passagem pelo cinema, muito mais conhecida do que a sua carreira teatral por todos os nascidos na década de 1960 e posteriores, apenas por não haver na RTP, ou nela não passarem, registos das muitas peças que fez, e só passarem sucessivas repetições dos 3 filmes da década de 1940 em que entrou (O Pai Tirano, O Leão da Estrela, O Pátio das Cantigas). Morreu a 6 de maio de 1986, em Lisboa, vítima de uma embolia cerebral. Foi enterrada no Cemitério dos Prazeres, não longe do jazigo do grande ator António Silva, com quem partillhou rol em O Leão da Estrela.

     

     

     


  • O Que Fiz e o Que Não Fiz

    O Que Fiz e o Que Não Fiz (€25.00)

    Ivo Cruz – O Que Fiz e o Que Não Fiz – Tipografia Guerra(Viseu) – Lisboa – 1985.Desc.(243) + (14) Estampas.Br.Ilus.

     

    Manuel Ivo Cruz

    Manuel Ivo Cruz (Corumbá, 19 de Maio de 1901 — Lisboa, 8 de Setembro de 1985) foi um compositor, músico e professor de música que se destacou como fundador da Orquestra Filarmónica de Lisboa (1937) e reitor do Conservatório Nacional de Lisboa(1938-1971), sucedendo neste cargo a Vianna da Motta. Foi pai do também maestro Manuel Ivo Cruz filho (Lisboa, 18 de Maio de 1935 – Porto, 25 de Dezembro de 2010), maestro-director no Teatro Nacional de São Carlos. Era filho de Manuel Pereira da Cruz e de sua mulher Palmira Machado, um casal português de origem algarvia (Olhão). Partiu ainda criança para Lisboa, cidade onde fez os seus estudos secundários, ingressando na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Direito. Iniciou os seus estudos musicais em Lisboa com António Tomás de Lima e Tomás Borba.  Preferindo a música à advocacia, depois de terminar a licenciatura em Direito, em 1925 partiu para Munique, na Alemanha, onde estuda Composição, Direcção de Orquestra, Estética e História da Música. Regressado a Lisboa, passou a trabalhar como professor do Conservatório Nacional de Lisboa, instituição então dirigida por Vianna da Motta. Nessas funções, e como compositor, cultivou o seu interesse pela música portuguesa pré-clássica, compondo novas obras integradas nesse estilo e fundando a Sociedade Coral Duarte Lobo, em 1931, especialmente voltada para executar tal repertório. Estes esforços levaram a que aquele estilo musical se tornasse conhecido do grande público e tivesse divulgação internacional. Nesse esforço promoveu as primeiras audições modernas e edições de algumas das mais notáveis obras de compositores como Carlos Seixas (1704-1742) e João de Sousa Carvalho (1745-1798). Em 1937 organizou a Orquestra Filarmónica de Lisboa, com a qual divulga o repertório musical português no país e no estrangeiro. No ano seguinte substituiu Vianna da Motta na direcção do Conservatório Nacional, cargo que manteve até 1971. Para além da sua actividade como compositor e músico, Ivo Cruz ao longo da sua vida colaborou regularmente em diversas publicações, tendo publicado uma autobiografia em 1985. Encontra-se colaboração da sua autoria nas revistas Contemporânea(1915-1926) e Música(1924-1925). Entre a sua vasta e diversificada obra musical, num estilo impressionista ao gosto português, incluem-se duas sinfonias, dois concertos para piano e múltiplas canções e peças instrumentais. A sua obra mais conhecida é talvez a Sinfonia de Amadis, estreada em Lisboa em 1953. Reuniu uma importante colecção bibliográfica de temática musical que se encontra integrada na Biblioteca Nacional de Lisboa, onde constitui a Colecção Ivo Cruz, que inclui impressos raríssimos e outros únicos, e o maior conjunto conhecido de autógrafos de João Domingos Bomtempo (1775-1842). Ivo Cruz foi uma das figuras mais relevantes nas relações culturais luso-brasileiras e da difusão da cultura musical de Portugal no Brasil e na Europa.

     


  • 9 de Abril(Teatro em Três Actos)

    9 de Abril(Teatro em Três Actos) (€60.00)

    Antonio Botto – 9 de Abril (Teatro em Três Actos) – Livraria Popular de Francisco Franco – Lisboa – 1937.Desc.(138) pág.B

     

     

    undefined Tomás Botto (Concavada, Alvega, Abrantes, 17 de Agosto de 1897 – Rio de Janeiro, 16 de Março de 1959), poeta, contista e dramaturgo português. A sua obra mais popular, Canções, foi um marco na lírica portuguesa pela sua novidade e ousadia, ao abordar de modo subtil mas explícito o amor homossexual, causando grande escândalo e ultraje entre os meios reaccionários da época. Amigo de Fernando Pessoa, que foi seu editor, defensor crítico e tradutor, conheceu igualmente outras figuras cimeiras das letras e artes portuguesas. Ostracizado em Portugal, radicou-se no Brasil em 1947, onde passou tempos muito difíceis, vindo a morrer de atropelamento.

     


  • Autores – Boletim da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses

    Autores - Boletim da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses «€30.00»
    Autores – Boletim da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses «€15.00»

    (1) – Autores – Boletim da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses – O que os Interessados Devem Fazer Para ser Administrados pelo S.E.C.T.P / Aquilino Ribeiro – Camões e os Seus «Direitos de Autor» / A S.E.C.T.P e a Sua Acção nas Nossas Províncias Ultramarinas / Augusto de Castro – «José Maria» / José Galhardo – O Direito de Autor / Natércia Freire – «Rapsódia Portuguesa / O Fidalgo Aprendiz de D. Francisco Manuel de Melo Inspirou o «Bourgeois Gentilhomen» de Mollière / Luis Francisco Rebello – o papel do Actor / O Centenário de Ferreira da Silva / O Primeiro Texto em Língua Portuguesa, Com Autoridade, de uma Convenção Multilateral / Artur Inês – Uma Tarde com o Maestro Calderon / Laura Chaves – Personalidade / Carlos Selvagem – A Figura e a Obra de Marcelino Mesquita / Roberto Nobre – Encenação para o Palco e Para a Tela / Tomaz Ribas – A Escola de Bailado Clássico do Teatro Nacional de São Carlos / A Estreia de Félix Bermudes / Aqui Entre Nós… / A Inspecção dos Espectáculos e a Propriedade Intelectual

    (2) – Autores – Boletim da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses – Julio Dantas / da Criação Intelectual Como o Salazar Prepara os Seus Discursos (Segundo as Suas Confidencias) / Dois Cenários / José Galhardo – O Direito de Autor / Conferencia Diplomática de Munique / Ramada Curto – D. João da Câmara / a Estreia de Fernando Santos / Eurico Serra – O Cinemas e a Juventude / Sousa Costa – O Prólogo de Um Grande Drama / “A Severa” Uma Peça Célebre / Eduardo Scarlatti – Bergson e o Mecanismo do Cômico / A Despedida de Teresa Gomes / António Manuel Couto Viana – Teatro Infantil / Aqui Entre Nós… / O Teatro Brasileiro / Estreias de Temporada / Emilio Duque – Porque Fiz e Como Fiz a Adaptação de «O Primo Basílio»

    (3) – Autores – Boletim da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses – A Força do Direito / Schwalbach Evocação Por Júlio Dantas / No Centenário de Teixeira Gomes / Da Criação Intelectual Deve ou Não o Escritor ser Responsável pela sua Obra? A Opinião de Augusto de Castro / Comentário a Novíssima Legislação Administrativa Sobre Espectaculos Públicos / José Galhardo – O Direito de Autor / A Estreia de Arnaldo Leite / Aqui Entre Nós… / O «Travesti» no Teatro / Confidências de Joray Camargo / Carlos Selvagem – A História de «Entre Giestas» / Luis Teixeira – O Bom Tempo de Outrora / Oliveira Martins Dramaturgo / Joaquim de Oliveira – O que Foi o “Teatro Novo” no Tivoli há 35 Anos / Bernardo Santareno – de Um Certo Teatro e de Um Certo Público… / O que é a Cinemateca Nacional / a Menina Televisão