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  • Os Espanhóis e Portugal

    Os Espanhóis e Portugal «€30.00»

    José Freire Antunes – Os Espanhóis e Portugal – Oficina do Livro – Lisboa – 20023. Desc.[733] pág / 24 cm x 16 cm / E. Capa Original


  • Eduardo ou Os Mysterios do Limoeiro

    Eduardo ou Os Mysterios do Limoeiro «€80.00»

    P.ª João Cândido de Carvalho –  Eduardo ou Os Mysterios do Limoeiro [Vol I, II, III, IV] (Biblioteca Ilustrada) – Edição – Escritório da Empreza / Typographia de A.J. Germano – Lisboa 1865/66. Desc.[290] + [264] + [252] + [263] pág / 19 cm x 13 cm / E.Pele

     

     

    João Cândido de Carvalho nasceu em Castelo de Vide em 1803 e faleceu em Vila Franca de Xira em 14 de Novembro de 1857. Frade franciscano, adoptou as ideias liberais que o conduziram ao longo de três anos às masmorras miguelistas, e assentou praça em 1833. Em 16 de Maio de 1834 fez parte de Infantaria 10 na Batalha de Asseiceira. Em 1835 acumulou as funções de oficial dos correios, cargo de que foi demitido em 1839 por delitos de opinião na imprensa. Em 1836-1837 integrou a loja maçónica Beneficência de Lisboa de obediência ao Grande Oriente Lusitano, de onde já constava com a profissão de jornalista. Seria como jornalista que se viria a destacar, sendo muito conhecido por Rabecão, na defesa dum republicanismo repassado dum teor socialista afim do franciscanismo em que professara. Ficou célebre o julgamento em 21 de Agosto de 1839 por delito de imprensa originado publicação em “O Democrata” de Para onde marcha a Nação?. O Júri acabaria por considerar não haver motivo para a acusação. Curioso também, foi o ter-se identificado profissionalmente, nessa ocorrência, como «escritor público». Todavia, ao longo da carreira a sua intervenção jamais será pacífica. Por exemplo, “O Rabecão” – jornal que o tornaria mais conhecido – segundo José Tengarrinha na sua História da Imprensa Periódica Portuguesa escreve na página 136: «…no dia 8 de Setembro de 1848 foi assaltada a tipografia da Rua das Aduelas, onde se imprimia o jornal extremista “O Rabecão”, e os assaltantes «armados de pistolas, punhais e machados deitaram a letra pelas janelas fora». Dirigiu “O Cortador” (1837), “Azorrague” (1838), “O Democrata” (1839) e “O Rabecão” (1847-1848). Foi depois redactor de “A República” – jornal do povo (1848) e do jornal republicano e socialista “O Regenerador” (1848). Autor do drama em 1 acto O Rebatedor, estreado a 23 de Julho de 1830 no Teatro do Salitre.Regressou à vida eclesiástica, em 1851, tendo sido nomeado prior na freguesia de Santo Estêvão em Lisboa em 1855. Já dois anos antes produzira a oração fúnebre da rainha contra a qual tão mal escrevera na imprensa. Nas muitas contradições da sua carreira, todavia repassada de empenho e virulência, o seu romance Eduardo ou os Mistérios do Limoeiro ficou como um documento insubstituível para o conhecimento das condições degradantes do funcionamento desta famosa prisão.Em presença dum surto de febre amarela refugiou-se em Vila Franca de Xira; em vão, porque dessa epidemia aí viria falecer em 1857.

     

     


  • Clima – Revista de Divulgação e Cultura

    Clima - Revista de Divulgação e Cultura
    Clima – Revista de Divulgação e Cultura «€50.00»

    (1) – Clima – Revista de Divulgação e Cultura – Ano I – N.º 1 – Perspectivas do Sindicalismo Estudantil – Ernesto Coutinho e Evo Fernandes / a desvalorização da Libra – Luís Moura e Silva / Os Kolkhozes, Exploração Agrícola do Futuro? – Mário Portugal / Cultura e Universidade – Osvaldo Gomes / O Direito Internacional e o Acesso ao Mar dos Países sem Litoral (1.ª Parte) – João Peixoto / Subsídios para o Estudo das Fontes de Direito Civil no Ultramar / Carta Mundial Para o Primado do Direito – Lisboa – 19… – Julho/Agosto. Desc.[151] Pág / Br.

    (2) – Clima – Revista de Divulgação e Cultura – Ano I – N.º 2 – A «Mudança de Idade» na Sociedade – Luís Filipe Moura e Silva / O Direito Internacional e o Acesso ao Mar dos Países sem Litoral (2.ª Parte) – João Peixoto / Notas Sobre a Evolução da Idade Comunista – Evo Fernandes / a Caminho de Uma Nova Revolução Industrial – Mário Portugal / A.B.C. da Língua Chinesa – Li Ching – Lisboa – 19… – Setembro/Outubro. Desc.[136] Pág / Br.

     

    Revistas de Divulgação e Cultura em duas Revistas únicas publicadas do Diretor – Luis Nandin de Carvalho (Maçom) / Editor –  Fermeneguildo / Propriedade – Centro Cultural Português.

     


  • Mais Quatro Meses da Minha Candidatura a Presidência da República

    Mais Quatro Meses da Minha Candidatura a Presidência da República
    Mais Quatro Meses da Minha Candidatura a Presidência da República «€20.00»

    General Norton de Mattos – Mais Quatro Meses da Minha Candidatura a Presidência da República – Edição de Autor – Porto – 1949. Desc. 173 pág / 20 cm x 13,5 cm / Br.

    José Maria Mendes Ribeiro Norton de Matos (Ponte de Lima, Ponte de Lima, Rua do Pinheiro, 23 de Março de 1867 — Ponte de Lima, na sua casa de família, 2 ou 3 de Janeiro de 1955) foi um general e político português. Era filho de Tomás Mendes Norton, comerciante e Cônsul da Grã Bretanha e Irlanda em Viana do Castelo (afilhado de baptismo de Rodrigo da Fonseca Magalhães) e de Emília de Matos Prego e Sousa, neto paterno de José Mendes Ribeiro, da burguesia de Viana do Castelo, e materno de Manuel José de Matos Prego e Sousa, Doutor em Direito, da fidalguia de Ponte de Lima (Casa do Bárrio). Depois de frequentar o colégio em Braga foi, em 1880, para a Escola Académica, em Lisboa. Quatro anos depois iniciou o seu curso na Faculdade de Matemática em Coimbra. Fez o curso da Escola do Exército e, em 1898, partiu para a Índia Portuguesa, onde organizou os cadastros das terras. Começou aí a sua carreira na administração colonial, como director dos Serviços de Agrimensura. Acabada a sua comissão, viajou por Macau e pela China em missão diplomática. O seu regresso a Portugal coincidiu com a proclamação da República portuguesa. Dispondo-se a servir o novo regime, Norton de Matos foi chefe do estado-maior da 5.ª divisão militar. A 17 de Maio de 1912 é iniciado Maçon na Loja Pátria e Liberdade, N.º 332, de Lisboa (Rito Escocês Antigo e Aceite), sob os auspícios do Grande Oriente Lusitano Unido, com o nome simbólico de Danton. Nesse mesmo ano tomou posse como governador-geral de Angola. A sua actuação na colónia revelou-se extremamente importante, na medida em que impulsionou fortemente o seu desenvolvimento, protegendo-a, de certa forma, da ameaça contínua que pairava sobre o domínio colonial português, por parte de potências como a Inglaterra, a Alemanha e a França. Fundou a cidade do Huambo. A 27 de Janeiro de 1913 é elevado ao Grau 2 (Companheiro) e a 18 de Abril de 1914 é elevado ao Grau 3 (Mestre). Em Outubro desse ano dá-se a cisão da Maçonaria Portuguesa: a Loja Pátria e Liberdade, N.º 332 desliga-se da obediência do Grande Oriente Lusitano Foi demitido do cargo em 1915, como consequência da nova situação política que se vivia em Portugal durante a Primeira Guerra Mundial. Foi depois chamado, de novo, ao Governo, ocupando o cargo de ministro das Colónias, embora por pouco tempo. A 12 de Maio de 1916 reentra na obediência do Grande Oriente Lusitano Unido, filiando-se na Loja Acácia, de Lisboa (Rito Francês), e a 19 de Setembro de 1916 é elevado ao Grau 4 (Eleito) do Rito Francês. Em 1917, um novo golpe revolucionário obrigou-o a exilar-se em Londres, por divergências com o novo governo. A 16 de Fevereiro de 1918 é elevado ao Grau 5 (Escocês) do Rito Francês e a 31 de Outubro de 1918 é elevado ao Grau 6 (Cavaleiro do Oriente ou da Espada) do Rito Francês. Regressou à pátria e foi delegado de Portugal à Conferência da Paz, em 1919. Mais tarde, foi promovido a general por distinção e nomeado Alto Comissário da República em Angola. Na Primavera de 1919, foi delegado português à Conferência da Paz. A 31 de Outubro de 1919 é elevado ao Grau 7 e último (Príncipe Rosa Cruz) do Rito Francês. Em Junho de 1924, exerceu as funções de embaixador de Portugal em Londres, cargo de que foi afastado aquando da instauração da Ditadura Militar. A 6 de Novembro de 1928 a Loja Acácia, de que é membro, propõe, pela primeira vez, a sua candidatura ao cargo de Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente Lusitano Unido. A 7 de Dezembro de 1928 morre Sebastião de Magalhães Lima, 10.º Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido, e a 31 de Outubro de 1929 morre António José de Almeida, 12.º Grão-Mestre eleito do Grande Oriente Lusitano Unido. Foi, a 31 de Dezembro de 1929, eleito 14.º Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano Unido para os anos de 1930 e 1931, cargo que ocupou entre 1930 e 1935. A 30 de Abril de 1930 toma posse do cargo de Grão-Mestre, dirigindo uma mensagem aos Maçons Portugueses. A 17 de Setembro parte para Antuérpia, a fim de participar na Semana Portuguesa e na Convenção Maçónica Internacional. De 25 a 30 de Setembro toma parte na Convenção da Association Maçonnique Internationale (A.M.I.), reunida em Bruxelas. Em Dezembro, devido ao período decrescente em que decorrem os trabalhos maçónicos em Portugal, é decidido suspendê-los nas lojas de Lisboa, convidando estas à imediata triangulação. Em Março de 1931 dirige uma importante mensagem à Grande Dieta e em Dezembro é reeleito Grão-Mestre. A 5 de Julho de 1932 Salazar ascende a Presidente do Conselho. A 31 de Janeiro de 1935 protesta, junto do Presidente da Assembleia Nacional, José Alberto dos Reis, contra o projecto de lei que proíbe as associações secretas. A 14 de Maio é emitida uma Resolução do Conselho de Ministros exonerando e / ou passando à reforma uma série de funcionários que oferecem poucas garantias de fidelidade ao regime, entre os quais Norton de Matos. A 21 de Maio dá-se a Publicação da Lei N.º 1.091 que proíbe as associações secretas. Norton de Matos demite-se do cargo de Grão-Mestre, para que pudesse ser eleito alguém desconhecido do Governo. Em 1948, participou nas eleições presidenciais de 1949, reivindicando a liberdade de propaganda e uma melhor fiscalização dos votos. O regime de Salazarrecusou-se a satisfazer estas exigências. Obteve vastos apoios populares e apoio de membros da oposição. Devido à falta de liberdade no acto eleitoral, e prevendo fraudes eleitorais, ele acabou por desistir depois de participar em comícios e outras manifestações de massas.


  • História Secreta de Portugal

    História Secreta de Portugal
    História Secreta de Portugal «€25.00»

    António Telmo – História Secreta de Portugal – Editorial Vega – Lisboa – 1977. Desc. 163 pág / 20 cm x 14,5 cm / Br.

     

     

    António Telmo, (Almeida, 2 de Maio de 1927 — Évora, 21 de Agosto de 2010), foi um filósofo, escritor e professor português. Filho do jurista, poeta e jornalista António Dinis Vitorino e irmão de Orlando Vitorino, também escritor e filósofo. Licenciado em Filologia Clássica pela Faculdade de Letras de Lisboa. António Telmo Carvalho Vitorino nasceu em Almeida, Beira Alta, a 2 de Maio de 1927. Foi, a convite de Agostinho da Silva e Eu doro de Sousa, durante três anos, professor de Literatura Portuguesa na Universidade de Brasília. Mais tarde, dirigiu a Biblioteca de Sesimbra e leccionou a disciplina de Português em Estremoz. Publicou, entre outras obras, Arte Poética (1963), História Secreta de Portugal (1977), Gramática secreta da língua portuguesa (1981) e Filosofia e Kabbalah (1989) e colaborou na revista 57 : folha independente de cultura(1957-1962). António Telmo passou uma importante parte da sua juventude e idade adulta em Sesimbra, onde foi professor no Colégio Costa Marques, durante vários anos. Conjugou tradições como a filosofia aristotélica e a filosofia hebraica, o sentido sagrado da língua portuguesa e o dom da palavra poética, a noção de firmamento e o culto dos heróis. Filólogo aberto à intuitio intellectualis do poder criador do verbo, a ele se devem, entretanto, a noção de uma gramática secreta da língua portuguesa e o conceito criacionista de razão poética. Pensador quinto-imperial, não deixa de considerar, no seguimento de Álvaro Ribeiro, que a soberania reside sobretudo na inteligência e na imaginação. Tem colaboração dispersa em múltiplas publicações periódicas.