A Obra Poética do Dr. José Anastácio da Cunha

A Obra Poética do Dr. José Anastácio da Cunha
A Obra Poética do Dr. José Anastácio da Cunha «€60.00»

Hernâni Cidade – A Obra Poética do Dr. José Anastácio da Cunha com Um Estudo Sobre o Anglo-Germanismo nos Proto-Românticos Portugueses – Biblioteca de Escritores Portuguese (Serie C) – Imprensa da Universidade – Coimbra – 1930. Desc. CXLV + 216 pág / 23 cm x 17 cm / Br.

José Anastácio da Cunha (Lisboa, 11 de Maio de 1744 — Lisboa, 1 de Janeiro de 1787) foi um militar e matemático português. Seguidor de Isaac Newton, entre outros, antecipou-se na formulação de conceitos matemáticos, como por exemplo o de derivada, a outros matemáticos de renome internacional como Cauchy. Em 1773, o Marquês de Pombal, quando instituiu a reforma da Universidade de Coimbra, tendo conhecimento dos seus méritos, nomeou-o professor da Faculdade de Matemática daquela Universidade. Condenado pela inquisição à pena de reclusão pelo crime de heresia, a importância deste cientista português do século XVIII só viria a ser reconhecida em fins do século XX pela sua contribuição para a reforma do cálculo infinitesimal. A única obra que Anastácio da Cunha deixou impressa foi Princípios Matemáticos para instrução dos alunos do Colégio de São Lucas, da Real Casa Pia do Castelo de São Jorge. A análise deste livro mostra que o autor, em apenas trezentas páginas, refere das primeiras noções de aritmética e de geometria, e da teoria das equações, à análise algébrica, à trigonometria plana e esférica, à geometria analítica e ao cálculo diferencial e integral. Aí, Anastácio da Cunha propõe uma nova teoria da função exponencial que antecipa algumas ideias modernas sobre funções analíticas: a função  é definida como a soma de uma série de potências convergente. Carl Friedrich Gauss, que leu uma tradução francesa desta obra publicada em Bordéus, emitiu uma opinião muito favorável relativamente às definições de função exponencial e de logaritmo aí dadas. Em 2005 um conjunto de manuscritos inéditos de Anastácio da Cunha foi descoberto no Arquivo Distrital de Braga.