No Jubileu Universitário do Prof. Doutor Antonio da Silva Rego

António da Silva Rego (Joane, Famalicão, 13 de junho de 1905 – Lisboa, 8 de julho de 1986) foi um sacerdote, político, professor e historiador português.Filho de Joaquim da Silva Rego e de Bernardina de Freitas, em 1916 partiu para Macau, onde estudou no Seminário de São José, vindo a ser ordenado sacerdote a 27 de dezembro de 1927. De 1927 a 1928 lecionou naquele mesmo Seminário, sendo transferido para Singapura em 22 de agosto de 1928. No ano seguinte (1929) foi nomeado pároco da Igreja de São José, função que assumiu a 24 de fevereiro, vindo ainda a ser diretor interino da St. Anthony’s Boys Afternoon School. Em 1938, o bispo de Macau, D. José da Costa Nunes, encarregou-o de estudar a ação das missões portuguesas do oriente. Retirou-se para a metrópole a 14 de agosto de 1938, de onde seguiu para a Bélgica, matriculando-se na Universidade Católica de Lovaina. Ali se licenciou em Sciences Historiques. De volta a Portugal em 1942, deu início aos seus trabalhos de investigação histórica. Em 1946 foi convidado, dado o mérito dos seus estudos sobre o Ultramar, para professor ordinário da então Escola Superior Colonial, onde regeu as cadeiras de “Colonização Moderna” e “Missionologia”. Posteriormente, foi o Instituto Superior de Estudos Ultramarinos, (ISEU), entre 1954 até 1962; depois Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina (ISCSPU), 1962 e 1976; e, finalmente, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade Técnica de Lisboa. Foi Procurador da Câmara Corporativa “em representação das dioceses ultramarinas e institutos missionários” na VI legislatura (1953-1957), VII (1957-1961), VIII (1961-1965), IX (1965-1969), X (1969-1973) e XI (1973-1974), ou seja, durante 21 anos. Foi ainda vogal do Conselho Ultramarino. A 24 de Março de 1962 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. Ao longo de sua carreira dedicou-se à investigação histórica, nomeadamente no tocante às colónias portuguesas e, em especial, ao Oriente Português. Algumas das suas obras permanecem como elementos essenciais para a história dos portugueses na Índia e em Macau. Exerceu o cargo de presidente da Academia Portuguesa de História de 1972 até 1975, e presidiu ao Conselho Académico (1963-1972 e 1975-1983). Desde 1979 a 1982, trabalhou na organização do Arquivo Histórico de Macau, que foi inaugurado em 10 de março de 1982.


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Academia Portuguesa da História – No Jubileu Universitário do Prof. Doutor Antonio da Silva Rego – Lisboa – MCMLXXVI/1976. Desc. [316] ao [327] / 26 cm x 20 cm / Br. «€8.00»